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sábado, 18 de julho de 2015

O Meu Homem Perfeito

Se tivesse que desenhar o homem perfeito faria algo dourado
Não por fora, mas por dentro do peito e da cabeça
Não pela inteligência ou pela sabedoria
Mas pelo amor ao simples e pela admiração do complexo
O homem perfeito não avaliaria o mundo, ele o admiraria
Do jeito que é, sem muita ânsia de mudança ou dificuldade de aceitação
Ele se amaria como é e amaria quem tivesse o que ele admira
E que admirasse nele mesmo as coisas que ele ama
O homem perfeito diria não quando não gostasse e sim quando gostasse
Diria amar quando amasse e outra coisa quando outra coisa
Ele veria que o que o outro pensa é diferente do que ele pensa
E entenderia que isso é o que torna o outro verdadeiramente outro
E que é isso que torna ele tão somente ele
O homem perfeito saberia no que é bom e que os outros não
E não esperaria que os outros fossem bons também
E veria nisso a chance de ser útil, não de ser indispensável
O homem perfeito daria de graça o que recebeu de graça
E cobraria o justo pelo que é justo que seja cobrado
O home perfeito não precisaria ser impecável
O que faria perfeito é o como ele lida com seus pecados
E o que ele chamaria ou não de pecado.
Seria a sua coragem de fazer o errado quando é o mais certo a se fazer
E de se jogar rumo a uma nova vida quando ninguém mais o faria

O que faria meu homem perfeito tão perfeito quanto se possa ser
Seria sua facilidade de abdicar de ser perfeito para se tornar feliz.

domingo, 23 de junho de 2013

Pouco Mudei

Pouco mudou neste começo de estação
O céu ainda está rosa a noite, sempre faz frio
E eu ainda me deito na minha cama sozinho
Ainda pego o meu celular como sempre fazia
E ainda tento mandar as mesmas mensagens
Para a mesma pessoa que há anos que mando

Minha barba maior só disfarçou minha idade
Ainda sou jovem demais para ser creditado
Jovem demais para ser tratado com respeito
Jovem demais para conquistar quem eu amo
Ainda falta a experiência adquirida com os anos
Que meu sofrido coração ainda não assimilou

Ainda estudo as teorias que eu sempre estudei
Números demais aplicados a problemas insolúveis
Ainda teorizo sobre as mesmas idéias que tinha
Enquanto coloco minha cabeça da forma desejada
Mesmo não podendo mais fazer os mesmos traços
Por que esqueci o meu compasso numa estrela

Ainda olho pro céu a noite procurando planetas
E os focalizo com a mesma lente ocular embaçada
Ainda troco o garfo pelo fouet sem necessidade
E pico os meus legumes com tesoura, não com faca
Ainda ouço as mesmas musicas quando triste
E as cantoras sempre me lembram de quem amo

Ainda amo as mesmas pessoas que antes
Ainda sou consolado pelos mesmos amigos
Ainda choro pelas mesmas causas inúteis
E pelas mesmas coisas que não acontecerão
Ainda me apaixono em apenas um piscar de olhos
E me deixo iludir pelos mesmos velhos truques

Posso dizer que ainda sou meu mesmo em fim
Cresci muito pouco de uns tempos pra cá
Ainda tenho os mesmos olhos caídos de antes
E ainda choro por dentro quase todo o tempo
Mesmo negando sempre que me perguntam
Por amor aqueles poucos que me consideram

E ainda tenho um velho livro para escrever...

quinta-feira, 30 de maio de 2013

E se fosse diferente?

Se o garoto me amasse, seria diferente
Ele estaria aqui agora me consolando
Teria feito uma guerra quando parti
Não teria deixado chegar onde chegou
Não teria dormido quando eu falava
Não ficaria triste pelo meu atraso
Mas não sorriria tanto quando presenteado
Por que se ele me amasse como amei
Não teria por que ter presa na eternidade

Se meu amigo tivesse se apaixonado
Eu, que já o estava, estaria completo
Se ele tivesse me beijado quando pode
Se ao menos tivesse ariscado tentar
Teríamos sido felizes, mesmo que breves
E eu não teria chorado no meio de nossos amigos
Nem teria me entregado a algo novo pra esquecer
Nunca iria desistir de tê-lo ao meu lado
Mas temo que mesmo depois do que chorei
E de toda a dor que senti ao te ver com outro
Ainda não sei se desisti de te ter comigo
Como meu mais eterno e puro amor

Se aquele outro garoto não tivesse sumido
E me deixado achá-lo na cama com outro
Depois de quarenta dias sem atender o celular
Ou se ainda aquele outro se importasse comigo
Ao invés de pensar no que eu tinha a oferecer
Como um professor particular carente e comprável
E se não tivesse estragado nossa única formatura
E não tivesse me dado três meses de depressão
E não tivesse me mandado uma foto sem roupa
Que eu acho que foi só de provocação
Ou se ainda aquele outro não tivesse me agarrado
E me feito perceber o quanto gostava dele
Só pra me humilhar em publico na escola
Por que eu sabia mais química que a professora

E se eu não tivesse esta mania estúpida
De me deixar apaixonar por qualquer pessoa
Desde que demonstre um pouco de carinho
Se eu não fosse tão volátil e não chorasse tanto
Se não pensasse que o amor vale mesmo a pena
E desistisse de uma vez da minha esperança tola...
Será que, mesmo sem isso tudo que passei (e passo)
Será que mesmo assim ainda seria eu aqui?

Mas de fato creio que valeu a pena ter vivido
E chorado, e rido, e me entregado, e me vendido
E ter me apaixonado loucamente muitas vezes
Simplesmente pelo prazer de ser quem eu sou
E pela esperança (inocente) de que o pior já passou

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Me pergunto...


Quem vai te acordar as sete
quando perder a hora de acordar
e que vai ter posto a mesa
com café e a sua geleia favorita?
Quem vai te preparar uma sopa quente
quando você chegar gripado
depois de um dia de trabalho
naquele escritório gelado?
Quem vai pintar o nosso quarto
daquela cor que você adora
e te surpreender com um jantar romântico
só para comemorar?
Parece que não vou ser eu...

Quando vou poder fazer aquele crepe
com o molho de laranja e manteiga
que eu vou flambar no meio da sala
só pra te ver sorrir?
Quando eu vou te buscar na empresa
naquele nosso carro que você escolheu
e vou te levar para aquele restaurante
que serve uma mousse deliciosa?
Quando vou poder dançar com você
a principal valsa daquela festa
de comemoração de da passagem
que eu demorei anos para conquistar?
Quando vou poder te apresentar
para aqueles meus amigos tão estranhos
que você só olha de longe as vezes
e derreter minhas amigas com nossos beijos?
Parece que nunca vou poder...

Por quê?
Não sei...
Porque sim...
Porque eu não posso...
Porque você não quer...
Porque eu não dei sorte...
Porque eu não consegui...
Porque eu fracassei...
Porque me tornei obsoleto e falho
em minha principal tarefa
que é te fazer feliz...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sexto Selo - A Canção


A lua brilha amarela em meio ao céu azulado que acaba de surgir
Apenas eu na clareira cercada de carvalhos e de musgo
Sentado sobre uma arvore caída, velha e oca,
Sussurro canções míticas que ouvi na minha infância
Sussurro as canções que ninam as ninfas dos bosques
Sussurro a canção que faz revoar a inerte coruja
A canção se espalha pelo ar, junto a brisa
Se perde no sereno que encobre as montanhas
E deve repousar na neve que tampa os seus cumes
Me acompanham na sombra elfos errantes
Que pararam sua caçada ao ouvir minha voz
E agora formam o coro da melodia serena
Nas arvores, as dríades embalam a melodia
Lançam seus olhos sobre as montanhas e guiam o vento
E este, ao passar entre as arvores ecoa
E se soma a esta simples e lírica canção

Todos juntos cantamos sem abalar a floresta
Porem esta se agita suave e calma
Como se os galhos dos carvalhos se rendessem
E aos poucos ondulassem com a melodia...
Os pios das corujas, o barulho do rio distante
Tudo se espalha com facilidade na noite
E o leve sussurrar da canção a isso se soma
Dando vida a terra e fazendo germinar as sementes
Fazendo com que a riqueza dos homens seja ínfima
Perante a grandiosidade da natureza...
Perante a gloria dos magos...
Perante a honra dos elfos...
Ou perante esta simples canção
Que se perde dentre os velhos carvalhos...







Sem duvida nenhuma melodia se encaixa tão bem na descrita no meu texto quanto o som do violino.
e sem duvidas a musica celta ajuda neste quesito. Este desenho é de uma grande amiga que dedica sua vida a estas duas coisas e por isso tem um lugar especial aqui. Exaltar os amantes da boa musica e os deuses que a fazem é parte do meu oficio.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Quarto Selo - A Tristeza


Tristeza tem gosto de gelo
de bronze gélido e afiado
da voraz e amaldiçoada adaga
empunhada pelo tempo

Tristeza tem cheiro de medo
de quando o fim esta perto demais
de quem já não tem esperanças
se não a dada pelo próprio fim

Tristeza tem a textura do tecido
do meu travesseiro reserva
de abraças nas noites sem sono
quando nada mais resta a fazer

Tristeza tem a cor das águas
de lagrimas silenciosas e frias
de quem chora por não ter
menor fração do pouco que quer

Tristeza me soa como um sussurro
de uma velha contralto ingrata
de quem tive a companhia por anos
 e nunca me deu retribuição






Estes foram meus primeiros desenhos feitos em noites triste. Tenho muito a agradecer a estes modelos, pois desenhar me ajuda a me livrar de parte da tristeza, da solidão. Acho que as vezes podemos achar a solução da tristeza sendo apenas nós mesmos. Amigos podem ajudar também, mas pouco... A solução das coisas que nos ocorrem (e também a culpa de certo modo) sempre esta nas nossas mãos.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Vozes no Meu Quarto

Ouço sempre uma voz que me soa forte
E tem hálito de camomila com sequilhos
É a voz que me diz quem eu devo ser
Que sempre é o que eu não sou
E quando quero ser quem não sou
A mesma voz me adverte do erro
Como se quem me prende queira
Na verdade que eu me liberte
Mas só me confunde...

Ouço sempre uma voz de um doce amado
Que nunca foi meu e que nunca será
E que tem cheiro de livro velho na estante
É a voz que se cansou, que se casou
Que me diz pra correr atrás dela
Mesmo com palavras para que me afaste
Som maravilhoso que ecoa em minha mente
Mas que já esta frio em meu coração...

Ouço sempre uma voz destas sedutoras
Que sussurram ao pé do nosso ouvido
E trazem com sigo o aroma do porto doce
Esta voz é a que me lembra que sou humano
E que desejo a carne, a pele, o suor
Que me dá ânsia de ser profanado
Como uma igreja invadida por um pagão
Mas que me diz que não mereço...

Ouço sempre uma voz em tom de guerra
Transpirando desafio e deboches incessantes
Que saem quentes como o fogo de um dragão
E me dizem do que não vou fazer nunca
E me lançam a face a minha total culpa
Desafiam minha gaiola de sanidade
Que me protege dos erros mundanos
Mas que me impede de fazer o que anseio...

Ouço sempre uma voz monótona em solo
Que de tão alta ensurdece quem a escuta
E tem som de vento forte de tempestade
Ela envolve meu corpo nu sobre a cama
Tornando mais só minha eterna solidão
E mais angustiante cada um dos meus medos
Sou torturado pela melodiosa solidão
Que me faz odiar mais a minha vida
Mas que me é a única companheira...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Valeu a Pena

     Se me perguntarem se valeu a pena, eu direi que sim. Todos estes dias corridos de noites mal dormidas e de travesseiros molhados de choro frio e solitário. Se eu pudesse voltar atrás, eu procuraria a marca de meus passos e caminharia sobre cada um deles. Aproveitaria as cartas que já estão digitadas, enviaria cada uma outra vez, reescreveria cada rabisco romântico... Acho que vale a pena sofrer por amor, sabem... Talvez seja o melhor de todos os sofrimentos. Sofrer por amor é dar sua alegria pelo preço de um sorriso. É a forma mais pura de caridade, onde nos fazemos escravos de um sentimento, nos fazendo dar nossas vidas pra alguém que na maioria absoluta das vezes mal se dá conta disso.
      Alem disso tive a sorte de passar por isso com alguém que poderia contar. Guardei meus sentimentos por que quis assim, mas sempre que precisei tive o seu carinho e disposição de me escutar. Me pergunto se algum dia você fará alguém tão feliz quanto me faz... Depois de tanto tempo tentando ser alguém nesta sua vida embaraçada, acho que me embaracei na minha própria vida, o que é engraçado, pois de alguma forma eu sabia disso, e gostava... E gosto... Talvez seja este meu lado que gosta de “sofrer por amor” que me fez ficar atrás de você tanto tempo, sabia. Se fosse outra pessoa por ai, aposto que já teria desistido e ido procurar outra estrela. Eu não, sou um obstinado, e nestes últimos dias meu objetivo era estar ao seu lado pra sempre...
      Bem, acho que falhei, mas podemos dizer que falhei com a classe de um artista. Mesmo depois de tudo te vejo sorrindo, te vejo feliz, e sinto uma romper meu peito como se fosse vitorioso. Sei que em algum lugar tem uma estrela me esperando, ela pode não ser você, mas será a minha estrela, aquela que eu estou apto e sou digno de receber. Agora, ando pelas ruas, olho as pessoas, vejo pessoas legais na faculdade e penso nelas como não pensava no tempo que devotei minha vida a você. Não que eu não te ache mais digno deste sentimento, porem acho que já passei da minha cota de lagrimas e mereço tentar ser feliz. Te doei muito tempo, e isso nem mudou lá em grandes coisas a sua vida, não é? Este tempo é seu! Não há quem te tome. E você não dará falta do tempo que não mais devoto à você, por que ainda vou dedicar uma fatia da minha vida para te fazer feliz! Porem agora vou guardando um pouco o tempo que eu estava usando. Parte vou usar pra mim... Preciso muito desta parte, mesmo antes estando a “gastando” com você. O resto vou por para doação até que algum interessado apareça. (Se existir algum ai, pode pegar o meu Facebook na página "Sobre Alastus", o link tá logo antes do texto, e a gente conversa.)
     Espero ter sido um admirador, um apaixonado, tão bom quanto você merece. Você pode ter sido o melhor de meus amores não realizados até o momento. (Pode se sentir orgulhoso, por que está à frente de muitos outros amores não realizados que já tive.) Estou agora entrando na velha estradinha de tijolos amarelos... Pegando carona num cometa pra ir ver se encontro um outro planetinha pra ficar quieto, rodando ao redor de uma nova estrela. Deseje-me sorte!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pedido

Dê-me palavras que nunca saíram da sua boca
Dê-me momentos dos quais eu possa me recordar
Dê-me motivos para que possamos ser felizes
Dê-me uma tarde no cinema com amigos
Dê-me um pôr-do-sol nublado, de mãos dadas
Dê-me estes olhares que tanto gosto de receber
Dê-me um sopro de leve no rosto pra tirar um cílio caído
Dê-me um jantar a meia luz numa noite de sexta-feira
Dê-me um beijo cândido antes de dormir
Dê-me horas de papo pro ar sentados num sofá
Dê-me consolo nas horas de desespero
Dê-me um motivo pra sair de casa na chuva
Dê-me uma pergunta que me deixe vermelho
Dê-me um bom motivo pra chorar e sorrir ao mesmo tempo
mas antes de tudo isso
dê-me um espaço na sua vida...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

7º Selo - Magia

De repente o mundo sorriu pra mim
E senti no peito o desejo de gritar
Gritar coisas que poderia sussurrar
Mas são belas pra tão pouco
E nada mais me era comum
As estrelas brilhavam diferente
E meu cabelo perecia melhor que ontem
E meu sorriso nunca foi tão aberto
E meu peito nunca tão desritmado
E ele mudou muito também
Não era só mais um garoto
Era muito mais que isso
Era o cara mais legal de todos
Era o mais bonito e especial
E aquele também mudou
Não era mais um colega
Agora é quase um guru
Ele parece saber bem mais que sabia
Ele parece ser bem mais do que era
Ele parece ser muito mais que um amigo
Alguma forma transcendente disso
O que está acontecendo comigo
O meu mundo de repente “anti-desabou”?
Sinto como se estrelas caíssem sobre mim
Como se todos sorrissem pra mim
A felicidade virou condição rotineira
Nesta minha vida passageira que tanto amo
Será um sonho ou fruto de imaginação?
Será que bebi algo sem mesmo perceber?
Duvido um pouco de todas estas hipóteses
Existe uma magia maior nesta história
Algo que não sei como descrever
E que fez com que me visse melhor
Melhor que antes e que qualquer amanhã
Melhor que meus amigos desejam que eu seja
Melhor que tudo que um dia desejei ser
Hoje sou embriagado nesta magia louca
Que foi feita por todos ao meu redor
E que me acertou em cheio
No fundo do peito...


"Sete foram as vezes que sem pensar me debrucei num sonho e não levantei mais. 
Hoje tenho sete histórias diferentes pra contar: 
Em umas sorri, em outras chorei e nenhuma teve um final..."

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

1º Selo - Voyage

Gritaria no carro é só o começo da festa
E quando vemos o branco que brota do azul
A água fria das manhãs de verão nos chama
Estamos de férias, ou melhor, FÉRIAS!!!
Os livros ficaram em casa, trancados
E a preocupação está apenas em chegar sedo
Pra aproveitar mais o sol e o mar
A comida é a que fazemos na hora
A casa arranjada de mais um amigo
Talvez até um apartamento pequeno
Mas cheio de amigos e risos

Aos que roncam damos travesseiradas
E o quarto cheio de colchões parece grande
Sempre tem o que chega bêbado
E ainda o que só chega amanhã
Tem o que leva uma menina pro outro quarto
Outro dia outro leva um garoto
Na verdade tudo é impagável
E cada um é um pouco mais si mesmo
Do que era na rotineira vida diária

Viajar com amigos é especialmente divertido
É único como cada por do sol no mar
É verdadeiro e intenso como a fogueira na areia
É lindo como a brisa que sopra do mar
E poético como as musicas tocadas a beira do fogo
Com um violão leve e um coro suave
De pessoas felizes e congeladas no tempo
Como se o amanhã estivesse tão distante
Que não valesse a pena se preocupar com ele
E realmente não vale...

sábado, 10 de setembro de 2011

O Único que Pode...

Você me olha com pena, como à um pedinte,
Está escrito nos seus olhos esta verdade triste
Mas eu te vejo como um anjo que caiu na minha vida
Te vejo como a luz dos meus dias cinzas
E como você se vê na minha vida?
Um amigo que apóia e alenta, que aconselha?
Já te ocorreu que pode ser bem mais que isso?
Preciso de você de verdade, não das palavras secas
Preciso de que alguém enxugue as lagrimas do meu rosto
Preciso que alguém me faça rir às vezes
Preciso de alguém pra me dizer pra seguir em frente
Preciso de alguém que me abrace sempre
Queria poder dizer que te amo sem medo
Queria te amar mais que a mim mesmo
Queria estar ao teu lado pra sempre
Queria que você notasse que é o único
Que pode mudar a minha vida...
Ame-me antes que eu não chore mais...

"A pior de todas as humilhações, a mais vil e lamentável, 
é suplicar por um amor."
(Meu bom senso.)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Palavras Que Queria Dizer


Queria te dizer algumas palavras
Que não me cabe por nestes versos
Pois tão fortes são que se quer
Com simples letras poderia as mostrar
Porem ainda me restam outras coisas
Que posso aqui te dizer plenamente

Quando acordo todos os dias
O sol não entra pela minha janela
Nem a musica de uma harpa toca
Mas acordo como se fosse assim
E o porquê é o mais obvio
Tenho uma razão para viver meus dias
E esta razão é você...

Quando vou pra faculdade
Escuto musica em todo caminho
E olho pro céu da manhã
Agora sim com o sol nos olhos
E ponho minhas musicas mais especiais
E as canto baixinho, suspirando
Como se cantasse no seu ouvido
Aqueles versos em francês...

Quando sento para uma aula
Puxo o caderno e destaco uma folha
E enquanto anoto teoremas
Tento esboçar desenhos e frases
E olhos dos mais variados
Mas sempre sobra espaço
Para escrever seu nome...

Quando sento pra almoçar
As vezes sem pensar muito
Coloco uma mão para o lado
Quando noto isso fico bobo
E as vezes tenho até que rir
“Como pude ser tão ingênuo
De esperar por ele aqui...”

Meus amigos me abraçam
Quando me vêem chorando num canto
E vêem o quanto valorizo isso tudo
Eles acham que eu deveria desistir
(Na verdade nem todos eles)
Entendo o que eles querem dizer
Queria mesmo que pudessem fazer algo
Alem de me abraçar ou consolar
Quando me vêem chorando por você...

Quando o céu pela noite abre
E magnífico revela seus diamantes
Paro e olho pra eles como anjos
E sinto um deles aqui em mim
Dentro do meu peito pulsante
Uma estrela que caiu em mim
E que sussurra seu nome toda noite
Me impedindo de dormir...

E quando lutando contra esta voz
Pelejo por necessidade de adormecer
Encontro consolo em simplesmente
Pensar em você como um anjo
Prestes a cair no sono sereno
E te beijando na testa digo
“Bonne nuit, mon ange...”

Queria te dizer algumas palavras
Que não me cabe por nestes versos
Pois tão fortes são que se quer
Com simples letras poderia as mostrar
Porem ainda pude escrever estas
O que me alivia em parte o fardo
Mais ainda a uma em especial
Que me sufoca sempre que te vejo
Que queria poder te dizer...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Preso

Gostar de você me prende ao vazio
É como me amarrar a coisa alguma
Por elos que ninguém pode enxergar
Ou então me ater a um livro de historias
O qual nem sei se terá um fim
Eu me mutilo por horas pensando em ti
Revejo sonhos e cartas escritas em segredo
Tendo escrever poemas que nunca são bons
E ainda paro pra te olhar do nada
Apenas me ver em seus olhos profundos
Sem nenhum motivo aparente
Por gostar de você, tenho feito coisas
Que talvez não fizesse em juízo
Dito não a quem deveria dizer sim
Perdido a hora de chegar em casa
Tentado evitar os outros caras
E as vezes até fugir de alguns
Silencio é o que me resta por hora
E com ele a esperança nua
Tão pura que nem posso ignorar
Mesmo sendo tão pequena e fraca
Ela existe e chama minha atenção
A eminência da felicidade me seduz
E é impossível desatar a esperança
Os elos verdes que me prendem à você

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O Som do Silencio

O som do silencio... Você pode ouvir?
Sente o poder que ele tem sobre você?
Feche os olhos pó um estante e ouça...
Não ousa nada só por um momento
Ouça apenas o barulho do nada
Ele alimenta o vazio de quem é oco
Ele alimenta a chama das esperanças
Enquanto estas chamas devoram-nos...
Ele faz crescer o choro e o pranto
E faz com que ninguém esteja por perto
Pra ver, ouvir ou tentar ajudar
Este som nos abraça e envolve
Por dentro e por fora, como todo
Ele faz tudo que quer e nos não queremos
Ele vai nos fazer enlouquecer
Enquanto esperamos por uma brisa
Um sopro no som do silencio
O som da voz de quem se ama...
Para mim, o som da sua voz...

quinta-feira, 24 de março de 2011

Príncipe de Cristal

Vamos dançar, pequeno príncipe de cristal
Essa valsa muda em três por quatro
Meus olhos eu vejo nos seus cansados
E a coroa embasada brilha sublime
Seu seus passos já decorados
Tão suaves e sublimes, posso acompanhar
Ficaria eternamente vendo meu rosto no seu
Refletido em seus lábios de cristal
Mãos frias mas leves e exatas
E o olho sem pupila e distante
Talvez precise de você pra ser eu
Mas dançando com você eu sonho
E pra mim seria mais que perfeito
Valsar pra sempre com você
Principezinho de vidro
Impedindo que se quebre
Na mão de outro bailarino...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Realmente Relevante

Andando pela rua num dia chuvoso
Ou escrevendo no meu computador
Seja pensando em ótica ou em gramática
Escutando Placebo ou Beethoven
Cantando Amy Winehouse ou Edit Piaf
Não importa se danço tango ou eletrônico
Se cozinho macarrão ou brigadeiro
Se estou tomando café ou chá
Se visto preto, ou roxo, ou os dois
Se é noite ou dia de sol forte
Se é outono ou primavera
Com você aqui do meu lado
Ou estando ai sozinho em seu apartamento
Não importa realmente o mundo que estou
Não importa se quem fala é um amigo
Ou o meu cérebro maluco e alucinado
Perante todos estes fatos irrelevantes
Apenas uma verdade absoluta prevalece
E ela mora aqui dentro do meu peito bobo
E fica forte todo dia as cinco da tarde
E toda a noite quando fico te esperando ligar
Esta verdade de que tanto falo
É  a ultima coisa que te disse olhando nos olhos
Será que você se lembra o que é?

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Canto dos Deuses

Lira na mão, frutas na bolsa e lá vou eu
Cantando por cada taberna da velha Gálea
Poucos galeões no bolso, uma garrafa de hidromel
E ainda assim um sorriso estampado na cara
Como o mais rico dos comerciantes do mundo
Da flauta de Pan faço proezas inimagináveis
E canto canções com encantos em cada semitom
Sons que já encantaram espíritos dos bosques
E fizeram arvores me deixarem passar por florestas
E ninfas se aproximarem das bordas para me ouvir tocar
Som que já cativou corações humanos e élficos
E de tantos magos que nem posso mais contar
Pois o dom me concedido pelos deuses é genuíno
O de soar aos mortais como a voz dos deuses
De fazer-los me amar com toques na citara
De fazê-los se destruírem com o tom do carnix
E conduzir suas almas rumo ao banquete de Odin
Quando guiado por seus corvos, toco minha ocarina
E ao longe Fenris me acompanha com seu forte uivar
Com meu canto levo meu fado de seguir sem rumo
Destino que as Nornas me deram e não pude questionar
Porem o amor a minha musica também está em mim
E por isso sigo as estradas, errante, solitário
Marchando apenas acompanhado da minha canção

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Quem és tu?

Quem és tu, jovem e estranho peregrino
Para invadir minha vida assim tão de repente
E destorcer um mundo tão lógico e solido
Quais dons secretos esconde com sigo
Quais formas esconde sub a pelagem negra
Quais dos meus medos estão por traz de ti
Quem o mandou até mim, e o porquê
Quais dos males do mundo vens trazer
Pois o bem que me fazes deve ser proposital
E um plano maligno arquitetas por traz
Pra fazer ruir o mais resistente dos impérios:
A mente deste poeta que aqui escreve

Quais feitiços esta preparando, cavalheiro
De quão sortidos eles podem ser
Feitiços que seduziriam a mais solida estatua
Feitiços que poriam para dormir o próprio Sol
E que transformariam em pedra os rios
Cantarias cantos místicos quando perto de mim
Talvez para que eu perdesse meus poderes
Afim de tornar um mago experiente como eu
Apenas uma doce criança em seu colo

Quão forte será que és, nobre companheiro
Será que lutas esgrima ou és hábil com as mãos
Desatas nos em questão de instantes
E outros tantos faz ao meu redor sem que eu note
Será que foste treinado entre os assassinos do deserto
E pretendes me matar na calada da noite bruna
Será que tens pratica em preparar armadilhas
Será que sabes onde eu vou estar a cada instante
E já preparaste uma armadilha a me esperar

Quão talentoso és, amigo amante
Será que seus doces tem gosto de ambrosia
Será que teus vinhos tem gosto de estrelas
Pois de certo estes gostos devem ser passageiros
Os pratos que prepara devem ter toda sorte de veneno
E poções capazes de matar toda uma vila
Ou ainda de tornar qualquer um louco por ti
Capaz de transformar um lobo errante como eu
Em mais um membro da alcatéia que lideras

Quais verdades não me disseram ainda, viajante
Quais fatos terei que arrancar de sua mente
Quais destinos tua mão ainda não me contou
Por quantos terei que passar pra descobrir
Para poder ver por trais de teus profundos olhos
O segredo guardado por traz destas pedras de âmbar
Uma obscura verdade que talvez seja simples
Mas que sei que escondes a qualquer custo

Será que me persegues inventor das alegrias
Será que te ofendo com estes versos
Versos modestos de alguém que reluta
Reluta em não se tornar chato em enfadonho
Mas no fundo da alma deste escritor
Fica findado o texto com apenas uma reticência
Onde gostaria de escrever seu nome
E mais uma bela declaração de amor

Se fazer tudo isso que disse de ti, sonho dos apaixonados
Espero que não pretendas matar-me futuramente
Por que bebi do veneno que és tu já faz bom tempo
E agora em meu sangue flui o fado cruel, mas necessário
A dor de um amante contido, cativo e encoberto
Mas que deseja gritar pra que todos no mundo ouçam...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Desafio

Meu atual desafio é descrever em versos
Um sentimento mais que normal pra muitas pessoas
Mas que me acometeu de repente estes dias
Me tocou e me motivou a ser feliz de novo
Desta vez com muito mais força e vontade
Por que agora fatos colorem minha imaginação
Que até pouco fantasiava em descrições romancistas
(E no mundo real as coisas são melhores que em romances)

Sentimentos não podem ser escritos com tinta
Eles são escritos com fatos e sangue
Com suor, fôlego e com cada arrepio mínimo
Eles são fáceis de descrever ao se dar a mão
Ao olhar nos olhos ou sentir o cheiro de alguém
Mas o meu oficio me pedi pra que eu os descreva
Pra que eu os faça tangíveis em versos
Porem minha incompetência também fala alto
Um poeta não pode fazer o que não sabe
Sentimentos descrevo sim, mas não este
Este fica para o jovem que chamei de gato
E ainda de ágata, e em outrora de “pequeno amigo”
Ele pode ler estas paginas cheias de entrelinhas
Sem que eu me dê o trabalho de escrevê-las...