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sábado, 22 de setembro de 2012

Sétimo Selo - Os Votos


    Que neste novo ano que eu inicio, não mude lá muita coisa alem do primordial. Quero que a musica que eu ouço continue tendo o mesmo som, que venham as mesmas vozes e podem ser até as mesmas melodias, mas que os músicos continuem a tocar dia após dia. 
    Que meus amigos não se afaste, que eles tenham saúde e força pra poder mudar minha vida e poder me ajudar a tornar a deles melhor, que nossos laços se estreitem e que se tornem cada vez mais inquebráveis.
    Que minha velha tristeza e solidão venha sim, mas com moderação, apenas para cumprir sua cota nas emoções que tenho todos os dias. Que elas não me tirem muito o sono e que, como sempre, passem depois de uma noite bem dormida.
    Que a beleza do mundo sempre sorria para mim, para que eu sempre possa apreciá-la. Que eu não tema a beleza, nem como objetivo, nem como presente. E que ela não me impeça de tentar, de ousar ou de ter o que ela faz parecer inalcançável.
    Que eu veja mais e mais Deus no mundo, e não nos templos. Que Ele extrapole as portas das igrejas e os livros sagrados e atinja o coração das pessoas. Que Ele dissemine o seu amor e a sua paz, e que finde toda esta guerra que se faz em seu nome.
    Que meus sonhos sejam mais e mais sonhados e que possa ver alguns deles diante de mim. Que eu não desista dos sonhos só por que são complicados ou inacreditáveis. Que não passe uma noite sem que eu sonhe com as mais diversas alegrias.
    Que meus presentes de aniversario sejam beijos e abraços de pessoas que eu amo. Que eu possa fazer todos ao meu redor mais felizes do que eu. Que eu tenha o dom de colher este ano tudo que tenho semeado e que eu possa esperar em paz a chegada do próximo equinócio de primavera.


Auto retrato... Nada melhor para refletir sobre o novo do que olhar para si mesmo. Espero que o novo ano não passe de uma copia melhorada do anterior.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sexto Selo - A Canção


A lua brilha amarela em meio ao céu azulado que acaba de surgir
Apenas eu na clareira cercada de carvalhos e de musgo
Sentado sobre uma arvore caída, velha e oca,
Sussurro canções míticas que ouvi na minha infância
Sussurro as canções que ninam as ninfas dos bosques
Sussurro a canção que faz revoar a inerte coruja
A canção se espalha pelo ar, junto a brisa
Se perde no sereno que encobre as montanhas
E deve repousar na neve que tampa os seus cumes
Me acompanham na sombra elfos errantes
Que pararam sua caçada ao ouvir minha voz
E agora formam o coro da melodia serena
Nas arvores, as dríades embalam a melodia
Lançam seus olhos sobre as montanhas e guiam o vento
E este, ao passar entre as arvores ecoa
E se soma a esta simples e lírica canção

Todos juntos cantamos sem abalar a floresta
Porem esta se agita suave e calma
Como se os galhos dos carvalhos se rendessem
E aos poucos ondulassem com a melodia...
Os pios das corujas, o barulho do rio distante
Tudo se espalha com facilidade na noite
E o leve sussurrar da canção a isso se soma
Dando vida a terra e fazendo germinar as sementes
Fazendo com que a riqueza dos homens seja ínfima
Perante a grandiosidade da natureza...
Perante a gloria dos magos...
Perante a honra dos elfos...
Ou perante esta simples canção
Que se perde dentre os velhos carvalhos...







Sem duvida nenhuma melodia se encaixa tão bem na descrita no meu texto quanto o som do violino.
e sem duvidas a musica celta ajuda neste quesito. Este desenho é de uma grande amiga que dedica sua vida a estas duas coisas e por isso tem um lugar especial aqui. Exaltar os amantes da boa musica e os deuses que a fazem é parte do meu oficio.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Quinto Selo - A Amizade


    Na minha inocência sempre os julguei um achado, mas hoje os julgo uma conquista. Procurei, cultivei, refinei e curti cada uma das minhas amizades. As lapidei como se faz a uma pedra preciosa. As dobrei em fogo quente e gelo como se faz a uma espada. Sei que foi muito difícil fazê-las, mas algumas em especial parecem que são na verdade um presente, pois nosso trabalho é só tirar a poeira regularmente. Estes anos foram uma dádiva: encontrei quatro grupos de pessoas que eu simplesmente não poderia ter encontrado melhores. E é deles que quero falar hoje.
    O primeiro é sem duvida o mais presente no meu dia a dia, eles eu vou chamar aqui de Gentleman! Conheci cada integrante da Gentleman de uma maneira distinta, cada um ao seu tempo, mas todos formaram o que pra mim é um ninho acolhedor de felicidade e alegrias. Não concordamos em tudo, não trabalhamos na mesma coisa, mas sinto que somos como grandes irmãos!  Cada um deles ocupa um lugar relevante e incomparável no meu cotidiano e é peça fundamental do meu desenvolvimento como pessoa, seja como um cientista, ou como um artista ou até mesmo o desenvolvimento pessoal. A gentleman, antes de uma equipe, é minha escola.
    O segundo é uma família com quem já viajei, com quem já me mascarei, com quem já me travesti, com quem já toquei, cantei, pulei, chorei, sorri... Estes amigos que aqui chamarei de Cia. são em suma as pessoas mais perfeitas que eu poderia encontrar pra fazer o que fazemos de melhor, sermos nós mesmo ao sermos outras pessoas. Somos cúmplices de nossos pecados e de nossos votos, se nossos martírios e de nosso jubilo. Sorrimos para os mesmos rostos durante anos e por isso eu não sei se algum dia me desligarei deste outro lar que achei na Cia.. Acredito que a distância só testa a força dos laços que nos unem, e nos momentos de reencontro eles se mostram tão fortes como nunca.
    O terceiro grupo eu aqui vou chamar de “Núcleo”, não por ser o centro, mas por ser um apelido carinhoso que o dei. O Núcleo é um conjunto de amigos que caminham sobre as mesmas condições que eu! Temos a pele da mesma cor, olhamos o mundo pelas mesmas lentes e vemos que somos, entre nós, mais uma família. É com eles que posso falar de tudo que eu penso, posso exercitar o meu ser pessoal e posso por em voga a sinceridade absoluta e sem receio! É a eles que devo as minhas mais loucas alegrias, as minhas aventuras mais insanas e a minha espontaneidade de ser eu mesmo.
    O ultimo citado neste texto te inclui, caro leitos. Meu amigo de todos os dias, mesmo que eu nunca tenha te conhecido. “Meus amigos que ainda não conheci”. Vocês que estão ai nas suas casas e me mandam sempre sua atenção e carinho na forma de comentários legais, de uma foto bacana que me alegra numa noite triste. Você que tecla comigo quando eu to sozinho no meu quarto... Você sabe o quanto você é importante? Nossa, você não tem noção!!! Juro que se não fossem me chamar de lunático e ameaçar me internar, quando te visse pela rua, te daria o maior abraço de todos! É ótimo saber que sempre tem alguém ai do outro lado. Sei que as vezes eu posto Adele e MCR mil vezes por hora, que publico muita coisa emo no twitter, que faço desenhos de vocês sem avisar, que escrevo coisas que deveriam ter censura de dez mil anos... Mas peço infinitas desculpas se necessário!!! Vocês trouxeram pra minha vida uma nova definição de companheirismo e amizade. Alguns de vocês são tão insubstituíveis quanto cada uma das pessoas que vivem nos grupos que citei antes! Você minha companhia de todas as horas, é a melhor companhia que poderia ter aqui!!!
    Bem, a cada um de vocês que está nestes grupos, meus parabéns! Peço que na chegada da primavera, quando eu estiver mais velho, me dêem a honra de ter vocês como amigos mais um ano!




Dois belos desenhos que escolhi para ilustrar este texto. São dois magnânimos exemplos (como os outros modelos dos quais postei o desenho aqui no blog) de amigos incrivelmente perfeitos! O primeiro é integrante da "Gentleman" e o segundo é "Um Amigo que Nunca Conheci". Bem, se os conhecem, parabéns, pois eles são pessoas incríveis! Se eu te chamo de amigo, saiba, você merece tudo que eu for capaz de dar, por que você é a uma das coisas mais valiosas que tenho!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Quarto Selo - A Tristeza


Tristeza tem gosto de gelo
de bronze gélido e afiado
da voraz e amaldiçoada adaga
empunhada pelo tempo

Tristeza tem cheiro de medo
de quando o fim esta perto demais
de quem já não tem esperanças
se não a dada pelo próprio fim

Tristeza tem a textura do tecido
do meu travesseiro reserva
de abraças nas noites sem sono
quando nada mais resta a fazer

Tristeza tem a cor das águas
de lagrimas silenciosas e frias
de quem chora por não ter
menor fração do pouco que quer

Tristeza me soa como um sussurro
de uma velha contralto ingrata
de quem tive a companhia por anos
 e nunca me deu retribuição






Estes foram meus primeiros desenhos feitos em noites triste. Tenho muito a agradecer a estes modelos, pois desenhar me ajuda a me livrar de parte da tristeza, da solidão. Acho que as vezes podemos achar a solução da tristeza sendo apenas nós mesmos. Amigos podem ajudar também, mas pouco... A solução das coisas que nos ocorrem (e também a culpa de certo modo) sempre esta nas nossas mãos.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Terceiro Selo - A Beleza


    O que devemos chamar “belo”? Sempre me perguntei isso. Na verdade, acho que muito me perguntei por que as pessoas insistiam em falar que meu conceito de beleza é bem defasado da realidade. Não sou nada fibonacciano, muito menos um fã da perfeita simetria. Isso por si só já mata o que a maioria dos especialistas dizem sobre beleza. Podemos colocar da seguinte forma: Pra mim, o que é belo por si só se justifica. Não se tem um porquê, ser belo transcende as causas. O belo pode sim ser definido pelo sentimento que nos traz. Gosto de dizer isso em cores também. Este texto vai dedicado especialmente a um tipo de beleza, uma cor de beleza: A Beleza Vermelha.
    A grande maioria das pessoas vê beleza em algo que seja esteticamente sedutor. Um corpo bem treinado, condizente com a sexualidade e que involuntariamente intriga as pessoas. Este é a beleza que classifico como vermelha. Os de beleza vermelha são os que são notados, os que são invejados. Tendemos a achar que homens e mulheres de beleza vermelha são felizes e tem tudo que querem na mão. Não é uma verdade. Às vezes manter esta beleza é mais custoso que mantê-la. De sertã forma, tenho muita compaixão por estas pessoas. São vitimas de assedio, relacionamentos superficiais... Imagino como sofreria um romântico como eu tendo uma beleza vermelha. É difícil de entender se a pessoa gosta de você ou do seu corpo... Alem de ser alvo de criticas de pessoas invejosas... Não, de fato não me veria neste padrão estético. Adoro pessoas vermelhas por que elas se revelam incrivelmente mais profundas do que achamos que elas sejam, e adoro ser surpreendido ao conhecer pessoas que valem a pena!
    De fato, uma vez conheci um garoto que era muito bonito (inclusive se tornou um grande amigo meu). É o típico cara que ninguém deixava de olhar, sabem? Caras reconhecem a sua superioridade, mulheres cobiçam como um sapato de camurça e salto de marfim, evolução e do cravejado de rubis. Mas ai é que esta, ele não se sentia assim! Durante um bom tempo, devo confessar que achei que ele era gay, por que tantas mulheres o rodeavam e ele se quer notava. Acho que nos que não temos este padrão de beleza, temos este modo de pensar? Demorei muito a me acostumar com a idéia de que a beleza vermelha não era muita coisa. Acho que na adolescência nos estamos com o cérebro embebido em hormônios e agüentamos melhor esta farsa estética.  Hoje vejo, no exemplo deste cara algo muito valido. Ele estuda como eu, trabalha como eu, tem problemas de família, tem complicações financeiras... E te garanto também que as divas lindíssimas da televisão têm TPM, elas acordam descabeladas e com mal hálito. Somos todos seres humanos em iguais condições de sofrimento e alegria.
    Não quero com este texto desvalorizar a beleza vermelha, muito pelo contrario! Acho ela atraente, como todos. Mas quero deixar bem claro a todos que beleza não esta ligada a caráter, a inteligência, a nível de esforço para conseguir algo e nem a qualquer coisa se não à própria beleza. Se você é de beleza vermelha, meu parabéns! Reconheço a sua beleza! Pra mim você é uma obra de arte da natureza, de Deus, da evolução e do caos que rege este universo. Sei que não é fácil ser assim, assim como não é fácil ser eu. Quero dizer que te vejo como um irmão de condições. Quero que as pessoas vejam vocês alem de beleza estética, e que suas outras cores, suas verdadeiras cores, se sobressaíam juntamente a este vermelho. Assim como um quadro, a beleza monocromática é simples, insuficiente e morta.






Estes desenhos são de dois garotos que conheci pela internet e em um belo dia resolvi desenhar. Sem duvida meus leitores concordarão que são belos exemplos da beleza vermelha, porem pelo pouco que leio e ouço sobre eles, temos aqui sim uma bela amostra de talento, garra, superação e valentia que transpõem qualquer beleza que possamos ver com os nossos limitados olhos humanos.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Segundo Selo: O Espirito


Meu espírito é um ser que pede
   Pede silencio da morte para bem refletir
   Pede a brisa leves que sopram no alto das montanhas nevadas
   Pede os ecos das florestas esquecidas pelas eras

Meu espírito é não passa de um eu carente
   Carente de companhia na solidão da eternidade
   Carente de saber mais do que sabia antes e menos do que saberá amanhã
   Carente de ter o que julga merecer mas não pediu pra ganhar

Meu espírito é hoje se tornou mais completo
   Completo de aceitação e de paciência pra poder seguir em frente
   Completo ao ponto de não sentir mais dor pelo que já sentiu
   Completo ao ponto de insistir em permanecer no que todos julgam erro

Meu espírito é eternamente critico
   Critico de si próprio e de sua natureza de erros e acertos aleatórios
   Critico do universo e seus desdobramentos regados pela loucura
   Critico do que os espíritos que me cercam são quanto espíritos

Meu espírito entende muito,
 Compreende pouco,
  Explica mais que compreende
   e não se ensina mais do que já sabe
    a não ser que sofra pra aprender

Meu espírito divaga
 num lado de lembranças
  rodeado de cardumes de alegrias
   que são predados por grandes e fortes tristezas
    que na falta de alimento vão o devorar

Meu espírito
  (assim de tudo)
    ainda se procura




Estes dois desenhos representam duas coisas muito importantes pra mim: Primeiramente a amizade (que abordarei em selos futuros), ela é uma figura importantíssima na jornada dos nossos espíritos. A outra coisa que ela representam são que algumas pessoas podem encontrar a  fé e a espiritualidade nelas mesmas. Acho que este é o caminho! Não se deve achar que igrejas trarão a paz do seu espírito, quem pode lhe dar isso é só você. Parabéns a todos que se acharam e que estão se achando como seres espirituais.

domingo, 16 de setembro de 2012

Primeiro Selo: Os Sonhos


     Um peixe me disse uma vez que o caminho natural dos sonhos é o despertar. Transpor esta membrana que separa o Sonhar e o mundo em que vivemos é uma tarefa pra poucos, ouso ainda dizer, para os obstinados. Os sonhos são o momento em que a nossa mente despreza todas as leis da realidade, todas as limitações da “realidade”, e se deixa experimentar. Enquanto dormimos, nossa mente nos testa em situações de alegria e de tristeza a fim de nos tornar mais conhecedores de nos mesmos, alem de nos oferecer pequenos momentos de realização.
     Não é a primeira vez que escrevo sobre meus sonhos, na verdade já o fiz tanto que não me lembro nem qual foi a ultima, muito menos a primeira. Gostaria de ser capaz de escrever todos os meus sonhos, o que provavelmente daria um best-seller, principalmente para nerds, homossexuais e amantes da boa musica. Mas talvez possa resumir minha maratona de sonhador em três ápices, três historias de estórias que vivi em sonhos:
    Primeiro gostaria de contar do meu maior sonho, desde o momento que comecei a pensar sobre relacionamentos: O primeiro beijo, debaixo de uma chuva torrencial, roubado pela pessoa por quem você se apaixonou. Acho que, tirando eu, deve sobrar meia dúzia de homens no mundo com o mesmo sonho. Bem, meus leitores assíduos podem se lembrar da série “Mon Petit Chat Noir”. Esta serie foi escrita para o garoto com quem dei o meu primeiro beijo. Foram sonhos e sonhos narrados nesta época neste mesmo blog. Devo dizer que meu primeiro beijo não foi um marco da transição sonho-realidade. Em meus sonhos havia mais grama, mais pessoas e era eterno. Mas eu consegui pelo menos que foi roubado, foi do cara por quem eu estava perdidamente apaixonado e chuviscava no dia. Por mim foi perfeito e eterno. Dizem que o primeiro beijo nunca se esquece, eu acho que é bobagem. Mas afirmo categoricamente que nunca esquecemos da realização de um sonho.
     O próximo sonho de que quero falar é deveras estranho. Numa noite, eu estava na oitava serie na época, eu sonhei com um jovem mago. Estranhamente este mago tinha a pele toda roxa, assim como os olhos e o cabelo. Eu não sei por que, mas a partir daquele instante, eu sabia o seu nome. Era como se a palavra surgisse dentro da minha cabeça, uma palavra que nunca tinha ouvido: Alastus. Ele era tudo que eu queria ser, era como eu queria me sentir, ele era a personificação de todos os sonhos que tinha naquela época. Neste mesmo sonho, Alastus foi atingido por uma flecha no coração e socorrido pela sua irmã. Que rapidamente arrancou a flecha dele. No susto eu acordei, já era hora de ir à escola. Quando fui me trocar, vi que no lugar onde ele tinha sido atingido pela ponta de aço, eu tinha um arranhão em forma de “x” que não me recordava de onde tinha conseguido. Ignorei. Nas próximas duas noites, sonhei com Alastus, em ambos os sonhos ele era atingido, mas não morria, lutava e persistia com seus poderes. Na primeira noite foi a flecha, na segunda foi mordido na perna e na terceira uma lança no ombro...  Não sei como explicar ao certo, mas todas as noites acordei com arranhões nas formas dos ferimentos. Sei que parece uma besteira, mas pra mim foi muito real. Hoje, acabei por me tornar Alastus e transferir muito de mim a ele. Somos parceiros de estrada. Espero que em breve possa apresentar ele pra vocês.
     O ultimo sonho que gostaria de falar é o exemplo de sonho que não se cumpre nunca: Felicidade. Recentemente aprendi uma palavras que pode soar estranha: Eudemonismo. Mas consiste apenas do pensamento de que o objetivo da vida humana é a felicidade. Sou adepto deste pensamento, embora acho que a felicidade é utopia. Felicidade é um estado pleno onde nossas almas não se importam com nada, apenas com o agora. Não há necessidade de pensar no amanhã, nas conseqüências e nem nos riscos se somos felizes. Felicidade, acima de tudo, só é felicidade se é eterna. O que fazemos é colecionar pedacinhos de felicidade aos quais demos belos nomes: Amor, Alegria, Orgulho, Honra... 
     Acredito que não existe um caminho comum para todos, uma receita de felicidade. Devemos nos permitir sonhar e degustar as pequenas amostras que temos. Devemos tentar ser felizes sem nos atentarmos ao fato de que a vida não permite que sejamos plenamente felizes. Devemos apenas deixar seguir.A busca pela felicidade não é justificada pelo resultado, e sim pelo caminho.



Este desenho é a imagem que mais me indica os sonhos que narrei acima. Ela trás consigo um pouco do roxo, cor que pra mim se tornou uma bandeira, e também as fatias de felicidade que tanto procuro em minha vida. Sonhar é dar um passo a mais na direção da realização.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

7º Selo - Magia

De repente o mundo sorriu pra mim
E senti no peito o desejo de gritar
Gritar coisas que poderia sussurrar
Mas são belas pra tão pouco
E nada mais me era comum
As estrelas brilhavam diferente
E meu cabelo perecia melhor que ontem
E meu sorriso nunca foi tão aberto
E meu peito nunca tão desritmado
E ele mudou muito também
Não era só mais um garoto
Era muito mais que isso
Era o cara mais legal de todos
Era o mais bonito e especial
E aquele também mudou
Não era mais um colega
Agora é quase um guru
Ele parece saber bem mais que sabia
Ele parece ser bem mais do que era
Ele parece ser muito mais que um amigo
Alguma forma transcendente disso
O que está acontecendo comigo
O meu mundo de repente “anti-desabou”?
Sinto como se estrelas caíssem sobre mim
Como se todos sorrissem pra mim
A felicidade virou condição rotineira
Nesta minha vida passageira que tanto amo
Será um sonho ou fruto de imaginação?
Será que bebi algo sem mesmo perceber?
Duvido um pouco de todas estas hipóteses
Existe uma magia maior nesta história
Algo que não sei como descrever
E que fez com que me visse melhor
Melhor que antes e que qualquer amanhã
Melhor que meus amigos desejam que eu seja
Melhor que tudo que um dia desejei ser
Hoje sou embriagado nesta magia louca
Que foi feita por todos ao meu redor
E que me acertou em cheio
No fundo do peito...


"Sete foram as vezes que sem pensar me debrucei num sonho e não levantei mais. 
Hoje tenho sete histórias diferentes pra contar: 
Em umas sorri, em outras chorei e nenhuma teve um final..."

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

6º Selo - Inveja

     A Inveja é uma garotinha mimada, que mora na ultima casa da Rua do Eu. Ela tem uma casinha igual a de todos os outros desta rua. O porquê de ter escolhido justo falar dela? Poderia ser por muitas coisas, mas neste caso é por que de todos nesta rua, talvez a Inveja seja a mais especial. Ela é única em sua habilidade impar de imitar os visinhos. 
     Ela já foi cupido uma vez, quando viu que o Amor avia dado uma festa e chamado a vizinhança. Ela logo comprou de todos os doces e coquetéis, salgados e um grande bolo. Quando passavam a procura do amor, achavam a festa da inveja e entravam. Mas a inveja na verdade não se importava com isso... Ela ainda não tinha conseguido o que queria: Ser o Amor.
     Outro dia ainda a Sra. Sabedoria, jogadora de buraco com anos de experiência, chamou a inveja pra jogar cartas. Foi-se uma mão, duas, três... A inveja perdia todas elas. Mas Sabedoria sabia muito bem: A Inveja e o Desanimo não se bicavam. A inveja até atravessava a rua pra não passar na mesma calçada que o Desanimo. A inveja nunca ia desistir. E mesmo que um dia ganhasse uma partida de buraco, ela não se importaria, pois não teria ainda conseguido o que quer: Ser a Sabedoria.
     Em outra ocasião ainda a Vaidade fez uma social. Os convidados eram os outros seis pecados, que adoravam os embalos de sexta a noite. A Inveja sempre ia toda arrumada, mas nunca era o suficiente. Ela olhava o decote da Luxuria, e queria usar uma roupa assim. E o olhar da Ira então? Adoraria ter uma presença tão pouco notável quanto a da Preguiça... E ser tão rica quanto a Avareza... 
     Entendem por que falar da Inveja? Por que identicamente a muitas pessoas, por mais que ela faça, nunca ficará satisfeita, por que ainda não conseguiu o que realmente quer e precisa: Ser ela mesma.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

5º Selo - Memórias

Memórias não são pra ser esquecidas
São para ser guardadas na alma
E contadas a quem nos convier
São pedaços de nós no tempo
São os fragmentos de nossa mente louca
Flutuando no mar da historia

Ah, memórias felizes são doces
São alegres de se degustar
De reviver em pensamentos
De dividir com o amigo do peito
Elas tornam lugares em palácios
Degraus em verdadeiros castelos
Conseguem fazer do simples
Algo único e inesquecível
Digno de tocar os lábios ao pensar

Memórias tristes por sua vez
Por mais amargas que sejam
Também são para serem lembradas
E contadas aos próximos aventureiros
São pedaços de lagrimas cristalizadas
Que nos ferem o peito a noite
Mas são fragmentos do aprendizado
Nos ensinam a valorizar o certo
E guardar pra si com mais afeto
Cada mínima memória feliz

“A natureza de um sonho é o despertar... Porem também é natural sonhar na noite seguinte.”

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

4º Selo - Presente

     Vamos falar de presentes? Meu aniversario tá chegando, mais só quatro dias. Meus amigos já começaram a fazer a mesma pergunta de sempre: “O que você quer ganhar de presente?” A resposta é a mais simples e direta possível: Nada! Na verdade, quero muito, muito mesmo. Quero coisas tão loucas que não tenho o senso do ridículo que nenhum de vocês poderia fazer. Então falo sempre que, se quiserem mesmo me dar um presente, para que sejam autênticos. Me dêem um abraço especial, uma carta fofa. Já sorri pra tantas meias, não vai ser pro seu presente que eu vou fazer cara feia.
     Não tenho muito o que escrever sobre o que quero no meu aniversario, mas já escrevi um belo poema sobre isso que está nos sete selos do ano passado. Vou postar aqui uma copia. No mais, é só isso, galerinha!!!

“Todo ano os mesmos sorrisos
Todos me abraçam e beijam
Alguns poucos me mandam presente
Muitos me mandam mensagens
E o sol se põem do outro lado do mundo
Nada mudou alem de um numero
Mas que ria que fosse diferente...

Me dê um presente este ano
Que fassa este aniversario especial?
Que tal uma pergunta brilhante?
 Quem sabe um almoço comigo?
Quem sabe um abraço diferente
Quem sabe já não passe da hora
De me dizer algo que está ai guardado
Aproveite este dia especial
Me dê a sua verdade de presente
Suas palavras de embrulho
Te poupo ate o trabalho do cartão

Ou que tal simplesmente me dar folga?
Se não gosta de mim, me de trégua
Se gosta de mim, me de carinho
Agora se simplesmente simpatizar...
Que tal uma mensagem???
Ela não faz mal a ninguém
Muito menos a mim”
('Feliz Aniversario!', 6º selo de 2010)

domingo, 18 de setembro de 2011

3º Selo - Técnicas

     Este texto vai ser fundamentado em uma pergunta inicial, simples. Talvez muitos de vocês já tenham se feito esta pergunta em diversos momentos da vida, ou quem sabe ainda farão. Pois bem, o autor da pergunta é Diego Silva, e ela é “Como superar uma desilusão?”. Como eu não consigo deixar uma pergunta sem uma resposta mais que adequada, acredito que a melhor maneira de responder esta pergunta é explorar um pouco aqui técnicas que eu mesmo já usei e que ouvi e li em diversos lugares.
     Começarei pela mais clássica: Depressão. Sim, a depressão é uma maneira muito honrosa de superar uma desilusão. Talvez uma das únicas maneiras onde não tentamos mascarar nossos sentimentos. A tática é bem simples: Chorar muito, abusar dos doces e Escrever textos extremamente tristes. Caso não adiante muita coisa, você ainda pode beber água pra repor a perdida com as lagrimas, se matar na academia pra pagar pelos doces que comeu e juntar os textos e ganhar algum dinheiro vendendo livros pra pessoas em depressão, pois não a nada mais desejado por alguém com depressão que saber que alguém também sofre como ele. Uma vez perdi um par de esmeraldas e passei uns quatro meses de depressão. Gente, eu sobrevivi! E digo mais: Emagrece, tá meninas!
     Outra tática mor que conheço muitos usuários é a “Substituição”. Pra quem assiste Naruto, é fácil de imaginar: Tem aquilo com o que você se iludiu, né? Então, se concentra naquilo. Agora tente visualizar algo que possa por no lugar, qualquer coisa! O ultimo passo é usar seus poderes e trocar os dois! Muitos de meus amigos fazem isso com vinho porto no lugar de mulheres, outros ainda trocam mulheres por mulheres. Ouvi casos de uns ainda que trocaram mulheres por homens, mas isso é outra história. O importante é que esta técnica falha as vezes. Um amigo meu já tentou a substituição e acabou falhando. É importante se livrar dos vínculos mais fortes antes de praticar a substituição, por que do contrario todo o esforço será em vão.
     Agora vou falar de uma técnica que uso muito bem e que não sei se funciona como deveria, mas pelo menos tem dado resultados positivos. Eu a batizei de “O Ofuscar”. O principio básico consiste em segurar as pontas até achar uma nova fonte de ilusões em potencial. Então você tem que pular de peito aberto mesmo, salto triplo mortal carpado sem rede (Talvez este seja o maior motivo de eu utilizar esta técnica: Nunca uso rede.). Agora, espere mais um pouco par ver no que dá. Os resultados possíveis são dois: Ou você vai achar algo concreto e vai esquecer a ilusão anterior, ou vai se deparar com uma nova ilusão, que por ser nova será mais intensa, ofuscando a desilusão anterior. Por incrível que pareça, esta técnica pode ser muito vantajosa, pois nos deixa sempre pronto pra outra. É como o calejamento em algumas artes marciais: Uma hora não vai doer mais. Sim, isso é muito triste, mas viver em si já é triste! A dor é só uma condição momentânea que nos motiva ou a desistir ou a tentar de novo.
     Ainda quero falar de uma técnica que muitos profissionais não reconhecem: “Não Largue o Osso” (NLO). Fui apresentado recentemente a grandes usuários desta modalidade que insistem em me fazer virar um adepto. Reconheço que os argumentos são os melhores: Estabilidade, menos noites perdidas chorando, menos pessoas envolvidas... Muitas destas pessoas conseguiram sucessos memoráveis com o NLO. Mas me questiono a veracidade desta técnica, à sua moralidade, à sua valorização da individualidade e do livre arbítrio. Dizem que a maior de todas as humilhações é suplicar por um amor, e é justamente isso que NLO significa pra mim. Alem disso, caso esta técnica falhe, pode se preparar pra pular pra modalidade Depressão por tempo mais que indeterminado. Não sei se quero isso pra mim não... 
     E como podem notar, superar factualmente uma desilusão é algo que nenhuma destas técnicas consegue. Desilusões não foram feitas para serem superadas, meus amigos, e sim para serem vividas, e vividas intensamente. Elas nos ensinam a amar mais e mais as pessoas, além de prepararem o caminho pra uma felicidade inigualável que temos uma chance de ter um dia. Vivi desilusões, vivo desilusões, tenho elas como irmãs e amigas de convívio diário. Nunca seja inimigo da sua desilusão, ou ela vai te derrubar. O melhor é amar a desilusão e tomá-la como um presente, uma chance de voltar a se iludir outra vez... E como é doce o sabor de uma bela ilusão...

sábado, 17 de setembro de 2011

2º Selo - Drogas

     Este texto que escrevo hoje é uma pequena critica. Neste texto venho falar mal de drogas. Mas vale fazer uma ressalva: Talvez você não goste do que vai ler.
     Em primeiro o motivador deste texto: Maconha. Não tenho o que criticar desta droga. Tenho diversos companheiros de faculdade, estudantes brilhantes e homens sérios, que a usam sem sequer um mal. Eu não gosto, não uso se quer de maneira passiva. Não sou a favor de nenhuma droga. Neste parágrafo que devoto a este tópico, quero apenas expor minha revolta com os que tornam isso um problema bem maior do que é: Esta sociedade que sistema de punir as vítimas. Alem disso tem ainda os que se aproveitam deste sistema pra poder lucrar e construir fortuna no trafico e corrupção. Ambos imundos, ambos vitimas de si mesmos...
     Agora queria falar da droga da lucidez. Esta é a segunda pior de todas as drogas. Ela faz a gente acreditar que é “limpo” e que os outros são viciados. Os lúcidos pensam que suas alucinações de lucidez são a verdade absoluta. Mal sabem que o mundo não é um fato concreto, e sim uma abstração distorcida pela nossa mente. O mundo é um preá cada pessoa, individual, exclusivo. Os males que ela causa, alguns irremediáveis, enchem folhas: desde o ódio e o rancor, até a intolerância, passando pelo ciúme, pelo rancor, pela inveja, a cobiça... Visto dos olhos de um lunático, o mundo de um lúcido é cinza, estranho, quadrado... Uma gaiola, fria e triste.
     A ultima droga que quero criticar é mais velha que todos nós: A paixão. E este, meus caros leitores, é o depoimento de um viciado. Em todos estes anos de vicio me vi rendido a tudo que é male possível: insônia, depressão, possessividade, fúria, mágoa... Coisas que machucam pra valer. Sofri mais que doentes de câncer de pulmão, do que vitimas de derrame. Me magoei mais do que qualquer um possa afogar no fundo de um  copo de cachaça ou em uma seringa. Porem duvido que entre você haja um que nunca sofreu destes males. Pois todos somos viciados, não? Daríamos tudo pela próxima dose, nossas vidas talvez. Mataríamos por paixão se não pensássemos. A paixão nos corrompe a alma e o resto simplesmente segue por inércia. Vicia mais rápido do que qualquer uma, e talvez seja a única que para viciar basta um olhar...
     Neste mundo doentio e podre, talvez drogas ajam muitos, e entre elas estamos nós, vitimas, cobaias, viciados, traficantes... Cada um com seu papel desorganizado e nada funcional. As drogas, licitas, ilícitas ou inclassificáveis,  são só mais um destes tópicos com que não devemos nos importar.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

1º Selo - Voyage

Gritaria no carro é só o começo da festa
E quando vemos o branco que brota do azul
A água fria das manhãs de verão nos chama
Estamos de férias, ou melhor, FÉRIAS!!!
Os livros ficaram em casa, trancados
E a preocupação está apenas em chegar sedo
Pra aproveitar mais o sol e o mar
A comida é a que fazemos na hora
A casa arranjada de mais um amigo
Talvez até um apartamento pequeno
Mas cheio de amigos e risos

Aos que roncam damos travesseiradas
E o quarto cheio de colchões parece grande
Sempre tem o que chega bêbado
E ainda o que só chega amanhã
Tem o que leva uma menina pro outro quarto
Outro dia outro leva um garoto
Na verdade tudo é impagável
E cada um é um pouco mais si mesmo
Do que era na rotineira vida diária

Viajar com amigos é especialmente divertido
É único como cada por do sol no mar
É verdadeiro e intenso como a fogueira na areia
É lindo como a brisa que sopra do mar
E poético como as musicas tocadas a beira do fogo
Com um violão leve e um coro suave
De pessoas felizes e congeladas no tempo
Como se o amanhã estivesse tão distante
Que não valesse a pena se preocupar com ele
E realmente não vale...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

7º Selo: Não Posso Te Tocar

     Lembro de como era bom no começo: Eu era bobo e nem chegava perto de você. Por mais que se sofra com o amor mal correspondido, ele nos emociona e nos da esperanças de um amanhã dos sonhos. Mas o passado é como uma melodia contida numa caixa de musica, ele não vive, ele abita no nosso interior adormecido e só faz algum sentido cogitá-lo, quando lembramos que ele existiu. Este passado belo de cristal em que eu vivia já se partiu...
     Tudo começou com as declarações indiretas de amor. Sim, no começo nem era amor, era uma atração, um interesse, um conjunto de características em comum... Esta é a melhor época de qualquer amor, pois depende apenas de um para existir. No meu caso, este amor lindo durou ate muito... O sustentei por meses...
     Depois vem a fase mais triste de aturar, a fase onde abrimos o jogo. Nesta época perdemos horas falando para o teto palavras de amor, a fim de um dia ao lado da pessoa amada poder ter coragem de dizer a verdade. Doce ilusão... A coragem nunca chega! Ela é esgueira e foge quando mais precisamos dela. Quando passei por esta faze mal tive esta coragem... Mas tive uma resposta...
     A resposta: “Sim, eu te amo”. Tolinho, você me conhece mesmo? Se acreditou que a resposta foi esta provou que me conhece muito pouco. A resposta negativa é só uma confirmação do preceito obvio. Pior que um não é só um contra argumento, um detalhe, uma barreira. Algo que pareça simples mais que impossibilite tudo entre os amantes. Eu passei por isso...
     Agora passo por uma nova fase que superou todos os meus conceitos de dor: Verte triste e não poder ajudar... Querer te abraçar sabendo que tens medo de mim, do que eu sou, do que eu represento... E tem horas que não sei se a dor que sofres é por minha culpa, o que aumenta mais ainda a dor que sinto... Queria poder te abraças, dar um beijo em sua testa e te dizer: “Eu estou aqui...” Mas sei que não posso... Como posso te tocar sem motivo algum, sem que pense que estou passando dos limites? Que estou tentando forçar algo que não vai acontecer...
     Outras horas ainda penso se não se entristeceu com esta minha tristeza... Será que o simples fato de eu estar triste pela sua tristeza te deixa mais triste? Será que se importa comigo assim como eu me importo com você? Será que seria capaz de amar alguém que nunca vai te amar igual? Eu sou...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

6º Selo: Feliz Aniversário!

Todo ano os mesmos sorrisos
Todos me abraçam e beijam
Alguns poucos me mandam presente
Muitos me mandam mensagens
E o sol se põem do outro lado do mundo
Nada mudou alem de um numero
Mas que ria que fosse diferente...

Me dê um presente este ano
Que fassa este aniversario especial?
Que tal uma pergunta brilhante?
 Quem sabe um almoço comigo?
Quem sabe um abraço diferente
Quem sabe já não passe da hora
De me dizer algo que está ai guardado
Aproveite este dia especial
Me dê a sua verdade de presente
Suas palavras de embrulho
Te poupo ate o trabalho do cartão

Ou que tal simplesmente me dar folga?
Se não gosta de mim, me de trégua
Se gosta de mim, me de carinho
Agora se simplesmente simpatizar...
Que tal uma mensagem???
Ela não faz mal a ninguém
Muito menos a mim

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

5º Selo: Emersão


     O sono se expande como um nevoeiro, que esgueiro entra pelas frestas de nosso consciente o completando com o que podemos chamar de sonho. É Como se os sonhos fossem uma pedra lançada num lago, e suas catástrofes fossem as turbulências geradas por esta pedra. Por sorte, nosso subconsciente nos prove de duas defesas: A primeira é o simples fato de nos nunca morrermos em nossos sonhos e de que na manhã seguinte teremos o prazer de acordar e bastara uma leve esfregada de mão na nuca para que tudo suma da nossa memória.
     Esta historia fala de um homem que teve um destes dons roubado. Talvez por ironia divina, para os que crêem em Deus, ou talvez por acaso, para os adeptos da sorte, este homem teve uma chance que nenhum ser humano que se tem noticia teve. 
     Sr. R. acordou pela manha. Casa limpa e arrumada? Pelo visto sua mulher resolveu acordar mais sedo... Antes de escovar os dentes ele olha para do relógio de cabeceira: “6:30 / Sunday” Mais uma surpresa. Domingo? Ele jurava que ontem tinha sido terça... Mas seguiu sem questionar, pois ninguém reclama de um bom domingo. Da cozinha vinha um cheiro ótimo, que parecia ser de pão recém assado, macio e quente. Tiro e queda: na cozinha sua mulher o aguarda com uma bandeja de pão fresco com manteiga.
     Café a mesa, ele se senta e comeu pão com manteiga, que derretia e contrastava seu salgado com o doce do pão sovado. Logo desceram seus dois filhos, dois pequenos e loiros garotos. O mais velho já trazia a roupa de passei, pois hoje iria para a casa de um amigo. Sentaram os dois após beijarem os pais e também se serviram. O Sr. R. ficou admirando a sua família. Era a família dos sonhos de qualquer um.
     Se levantou e foi tomar ar na varanda. O céu estava semi-encoberto, de forma que a claridade era tal para que as cores nem se perdessem nem se realçassem e sim fossem exatamente do tom que são. A grama verde esmeralda, as flores amarelas do inicio da primavera, as casas brancas dos visinhos... Tudo perfeito... Tudo como sempre sonhou...
     A vista do Sr. R ficou escura e o chão sub seus pés de repente sumiu. Sentiu-se como se puxado de solavanco para um lugar muito distante, a uma velocidade tal que se efetuou curvas, não podia dizer nada, pois não percebera. Foi quando tudo parou e ele recuperou a visão.
     Em uma cama de hospital ele vê todos os que vivem com ele. Não sua mulher e seus filhos, mas sim sua mãe, seu irmão e seus amigos que realmente importavam. Estavam todos com caras serias ao redor de um corpo inerte que respirava levemente. Quem era? Era o próprio R.K. que parecia estar dormindo. Nesta hora ouve-se os conselhos do medico, que entra compassivo. O laudo é um sono prolongado que já se estendera por mais de quatro dias.
     Foi então que R.K. Se lembrou de quem é, ou era: um jovem estudante, de vida simples e solitária. Alguém sem muitas expectativas mais com alguns poucos sonhos. Entre eles a mulher perfeita, os filhos perfeitos e a vida perfeita. }Talvez não absolutamente perfeitos, mas o mais perfeitos possível.
     O garoto se imergiu em sonhos e agora se defrontou com a realidade. A vida que por mais que tente negar é a dele. As pessoas que por mais que ele não ame, o amam. A vida de dias chatos de musica, solidão e estudo... A vida que a pouco escolheu ter... Será que haveria como despertar o corpo e voltar ao normal? Será que poderia simplesmente voltar? Tentar se jogar em si próprio? Mas nada disso funcionava com certeza...
     Alem disso havia outra reflexão: Será que valeria a pena tentar voltar? E se ele conseguisse? Os sonhos tão tangíveis virariam pó diante de seus olhos... Toda a vida que sonhara ter desapareceria. Tudo! Sem filhos perfeitos, sem mulher perfeita, sem emprego perfeito...
     R. K. foi acometido de pensamento estranho: “E se eu não conseguir voltar?” Sem mãe, sem irmão, sem amigos... Certo, algumas destas pessoas realmente significavam muito pouco, mas e as que significavam algo? E as pessoas que o amavam de verdade? E a faculdade que escolheu? Será que valeria apena trocar tudo que construíra ate hoje para viver um sonho? Trocar todo amor que lhe oferecem por um amor que na verdade só existe em sua mente... Em suas antigas especulações de futuro...
     O relógio toca. “5:30 / Wednesday”... Escovar os dentes, tomar café, um beijo na sua mãe, mochila nas costas... R. K. segue para mais um dia comum... Quem sabe hoje não viva um sonho? Quem sabe prefira algo real?

domingo, 19 de setembro de 2010

Selos 2, 3 e 4: Três Sensações em uma Alma

Sensação 1: O Desespero
(Trabalho com frases em primeira pessoa.)

Sei que é difícil, mas é o que eu mais domino...
Acho isso muito fácil pra cair...
Com esta parte eu tenho mais dificuldade...
Acho que não vou ter que fazer isso...
Vou indo pra sala, ok?...
Será que eu perdi a caneta?...
Estou pronto...
Caiu só a parte que eu não sei fazer!...
E se eu tentar...
E se eu fizer isso...
Talvez se eu fatorar...
Nada que eu faço funciona!...
Vou resolver o que eu sei...
Eu integro isso brincando!...
Será que é só eu fazer isso?...
Pronto, agora volto para as difíceis...
Não adiante, eu não sei...
Eu não vou deixar em branco!...
Acho que isso me dá um ponto?...
Será que eu entrego?...
Tento mais uma?...
Minha prova, professor...
Pelo menos gráficos eu desenho, né?...
E se meu coordenador ver...
Mas se a resposta for essa eu errei...
O que eu faço?...
Não sei...


Sensação 2: Felicidade Anestésica
(Trabalho com estrutura de monologo.)

     Na duvida do que vestir, a escolha foi por mesmo a melhor roupa que tinha no armário e sai. A prova nada feliz do dia anterior tinha me torrado a cabeça, mas hoje era muito diferente: a prova era de física! Minha área. Sem medo algum foi ao ponto e esperei o primeiro ônibus que passasse se quer perto da faculdade. No meio do caminho me dei conta de que tinha esquecido a calculadora, mas isso nem me abalou. Como diz meu professor: “Calculadora é para os fracos!”
     Nenhumas das minhas expectativas estavam erradas. Fiz a prova na menor velocidade possível, e com isso entreguei com menos da metade da duração. Sai e fui em busca de meus amigos. Saímos caminhando da faculdade, todos contentes com a prova. Íamos para o shopping, pois aviamos decidido por almoçar num restaurante de comida italiana. Escolhi um trivial prato feito, que por sinal estava uma delicia. Outros amigos preferiram massas mais ousadas, cheias de gorgonzola e gratinadas, que também pareciam estar ótimas. A sobremesa foi uma torta sabor prestigio, eleita por uma amiga como a melhor sobremesa do grupo. Foi esta amiga a que deu a idéia do dia.
     Ela nos convidou para ir à casa dela. Com isso fui logo para a minha e tomei um banho. Por falta de opção, acabei por não mudar de roupa, por que esta que usava era mesmo a melhor do armário. Nas costas minha amada mochila, um cafuné nos sobrinhos e na hamster, peguei o telescópio e sai.  De carona com um amigo, fui para o sitiozinho onde minha anfitriã vivia. 
     Era um lugar lindo: Pastagem ao redor, e ao longe montes recobertos por matas praticamente intactas. Na frente da casa havia um lago enorme, um dos maiores que já vi de perto. A decoração do interior da casa era rústica, mas ao mesmo tempo casual e com toques de tecnologia. O quarto de minha amiga, por sua vez, era um baú do tesouro! Jogos, instrumentos musicais, ornamentos inusitados e divertidos... Aliais, ornamentos não eram problemas, eles se espalhavam pela casa, a números inimagináveis. Bandeiras, pratos decorados, corais, peças tribais, mais instrumentos musicais, bebidas...
     Pra completar a noite maravilhosa com os amigos, uma mesa de sinuca. Tudo bem, não sei jogar sinuca. Se soubesse, também não ajudaria, pois era uma sinuca profissional, muito diferente das que vemos por bares e DA’s.
     A simples presença de amigos e suficiente para nos dar uma injeção no coração, que paralisa os sentimentos ruins e os torna bons e puros. Simples mas fortes. Tão fortes que podem ate nos enganar e nos tornar temporariamente feliz. 


Sensação 3: Atração Remota
(Trabalho poético arquivado como “O Garoto-Gato”.)

Ele está dormindo
Não sussurra nem ronca
Olhos levemente fechados
E delicioso o ver assim
Mas que pena, não é pra mim...

Brincando com o gato
Faz dele, alem de gato, sapato
E ele se entrega em seu colo
E segues o ritual de caricias
Enquanto o gato quase adormece
Que pena que é só gato
Que não possa fazê-lo em mim

E ao caminhar pelas estradas vazias
Age como uma inocente criança
Ou talvez apenas como um bobo
E corre livre e criativo
Sorrindo largos sorrisos
Mas nenhum deles será para mim

As vezes canta sozinho
E eu baixinho o acompanho
E ouso nossas vozes somadas
O tenor e o mezzo complementados
E a peça ganha um aveludado
Que orna as palavras de amor
Que nunca serão ditas a mim

E o golpe final de misericórdia
Seu olhar inerte no meu
Sua expressão de qualquer coisa
Quando ele olha pro vazio
Quando ele está com sono
O olhar me diz pouco sobre ele
Mas acho que uma certeza tenho
Ele não me olha como eu o olho

Na verdade ele me olha
Mas olha com o seu olhar
Ele é o cara perfeito
Que merece o mais puro amor
Mas não posso tentar dar-lhe isso
Pois ele diverge de mim em uma coisa
Que impossibilita tudo

Logo o que me resta é seguir assim
Seguir como um garoto homem
Ser teu amigo, te ajudar no que puder
Mas o que eu queria mesmo
É que não descordássemos neste detalhe
Que você gostasse de mim
E que eu fosse o seu garoto-gato...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

1º Selo

Honra ou Lógica?

  As pessoas vistas de cima do Town Time parecem uma massa de formigas eufóricas. Todo dia fico em cima desta arranha-céu e posso notar que nos últimos anos nada mudou. A mesma massa caótica, as mesmas mentes simplistas, individualistas e pragmáticas. E o que me torna diferentes dessa massa? O simples fato de estar aqui em cima, olhando tudo de fora.
  Quando venho aqui faço uma analise do que fiz, das pessoas que ajudei ou salvei. Das pessoas que prendi, que impedi ou, em casos mais freqüentes do que eu gostaria, matei. Sim, por que matar é ruim, mas as vezes é a mais lógica atitude a ser tomada. Não me julgo capaz de avaliar quem morre ou não, por isso prefiro evitar matar pessoas. Já as pessoas que ajudo são sempre as mesmas: Senhoras, crianças, banqueiros... Todos com o mesmo sorriso e a mesma gratidão...
  Sabe o que mais me dói? É salvar pessoas que sorriem para minha mascara. As pessoas ao sorririam para o analista de sistemas comum e quase desapercebido que sou por detrás desta roupa. Elas sorriem para um herói, não para um homem. Eu poderia continuar voando, lendo mentes e salvando vidas, que as pessoas nunca iam se dar conta de que eu sou alguém. Minto, ainda sobrariam jornais sensacionalistas para cumprir este papel.
  Mas isso me leva a me perguntar, quem sou eu? Será que quando uso esta mascara ainda sou eu? Será que quando invado mentes, a minha ainda está aqui dentro? Eu sou um analista de sistemas, formado a pouco, namoro um carinha normal que conheci na faculdade, falo dois idiomas, tenho intolerância a lactose e ronco. Te parece muito normal, não? Mas um belo dia inventei de fazer um suéter diferente, mostrar que tinha talentos legais e ajudar um pouco as pessoas. Acho que desde que fiz isso, não dá mais pra falar que sou comum... Que sou massa...
  Talvez a face mais negra de ser um herói seja salvar pessoas e olhar na cara delas depois, notando que salvou alguém que não merecia. Ou que você deseja ate matar... Tinha 14 anos e começava a aprender a ler  mente das pessoas. No colégio sempre fui o estranho, o nerd. E como sempre aviam os que se achavam melhores e nos surravam... Um dia reagi e denunciei um deles na ilusão que a perseguição parasse. Na manha seguinte o cara estava lá, impune.
  Na hora do intervalo fui pego e levado pro banheiro. Um dos brutamontes ficou na porta, enquanto outros cinco cuidaram de me dar uma surra e me estuprar. Eu britava por socorro, e nada... As pessoas passavam do lado de fora e eu escutava suas mentes... Tinham pessoas com mais medo que eu... Talvez eu fosse o menos vitima, todos os outros são reféns do que estes poucos “melhores” falam ou pensão...  Acredite, nesta hora eu ouvi cada pensamento deles. São dignos de pena...  Gays mal resolvidos, crianças abandonadas, rapazes mau amados... Nem esta pena suprimiu o ódio que criei deles... Nem todos estes anos foram o suficiente para esquecer este dias... Estas três horas que pareceram pra mim uma eternidade...
  Esta escola pegou fogo hoje, e eu salvei cada um dos que estavam lá dentro. Acalmei cada pessoa. Achei cada vitima que ainda fosse capaz de pensar... Não sou do tipo super forte ou invulnerável, mas sei pensar muito mais do que um fortão com uma cueca por cima do pijama. Assim que as chamas se dissiparem fui ver como estavam as cabeças das vitimas, que sempre estão uma bagunça nestas horas. Lá estavam quatro dos garotos que me violentaram naquele dia. Salvei cada um deles sem pensar nem quem eram, sem nem olhar...
  Este tempo de atuação me tornou uma maquina de primeiros socorros. Alguém que por mais genial que pareça é programado para fazer sempre a mesma coisa. Quando era criança, me disseram que fazer o bem era o certo e que nos faria feliz... Dia a dia prendo pessoas bem mais felizes que eu... Pessoas que tiveram tudo que quiseram... Pessoas que são puras no sentido de não terem ouvido, ou não terem acreditado, no mito de que a caridade é o caminho da felicidade... Sou feliz como sou e é fato. Mas será que seria mais eu mesmo se não fosse um herói?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

7er Seal - Analyser, énumérer et de critiquer

J'écris ce texte en vue de conclure les sept sceaux qui a précédé mon anniversaire. Quand j'ai écrit le premier post de cette série, je ne savais pas à quel point un impact que cela entraînerait. Ensuite, je vais parler un peu de ce que chaque publication jusqu'à présent fait pour mériter une place parmi les "Sept Sceaux Alastus"
Le premier de ces textes a été la "Description Poétique", où j'ai publié un texte sur mon gros (et big boot it) compagnon: Aminha sac à dos. Je me souviens d'un cas qui est l'un des plus frappants et qui fera de chacun d'entre vous de comprendre pourquoi j'ai dû l'inclure dans les textes qui représentent ma vie. Une fois que mon superviseur m'a mis au défi d'un test: il devrait dire quelque chose, n'importe quoi, et j'ai une minute pour le trouver dans ma valise. J'ai pris un peu effrayés, mais je ne peut pas nier que ce serait drôle quand même. Que voulait-il dire? Simple: "Je te veux sortir de ce pétrin un scorpion!" Ce qu'il ne s'attendait pas, c'est que j'ai eu un scorpion dedans. Il avait un scorpion réel, cependant morts et plongé dans l'acrylique. Depuis ce jour, je savais que je pouvais toujours compter sur mon sac pour tout ce qu'il était.
Le second était "Le poème d'auto-analyse". Cela ne pouvait pas manquer. Cette année, j'ai écrit un nombre exorbitant de poèmes de ce genre. Parler de moi a été l'un des moyens de se débarrasser de mes propres doutes. Écrire ce genre de poème que j'ai réussi à faire le "je ne suis pas" a été éclipsé par "je sais que je suis." Être une personne est difficile, n'importe qui. Cependant savoir que l'écriture peut être le plus facile à accepter. Dites vos problèmes à quelqu'un qui vous comprend, et non la critique est la meilleure façon de sortir! Et le papier est celui-ci!
Maintenant, sans doute, est le texte le plus populaire de cette série. Le troisième sceau, appelé "le récit érotique," a été le texte le plus largement critiqué de ma vie. J'ai reçu des courriels de partout dans le monde, amis, ennemis, parents, un peu plus que des amis ... Tous avec un point de vue particulier. Avait des gens qui pensaient que parfait, avait des gens qui pensaient dégoûtant, les gens qui avaient rêvé d'elle et l'avait jusqu'à nous avons dû prendre des calmants pour lui. Je veux qu'ils sachent que ce n'est pas mon type préféré de texte, est pourtant un de mes meilleurs. Je voudrais faire quelques mises en garde: Je n'ai pas de connaissances concrètes sur ce sujet. Pierre est un pseudonyme. Je n'ai aucune intention de publier un livre avec cette histoire (et non au Brésil). Ce texte est dans le domaine public, toute personne qui veut dessiner, peindre, écrire ... En fin de compte, faire bon usage. Et enfin, je ne cessait pas d'écrire des textes de ce genre, a dix d'entre eux d'aller sur le blog. Tous n'ont pas les mêmes noms dans ce genre. Dès que possible je vais publier.
La quatrième était une petite pause pour voir comment ils travaillent. Ce texte intitulé "La genèse d'un personnage" est en fait une note de l'auteur. Chacun d'entre vous qui font partie de ma vie, j'ai un personnage inspiré par vous. Ce personnage en particulier, est un assistant qui je me suis basé sur mon cousin. Cette année, des centaines de rôles folie de ce genre afin de faire le premier livre de ma série "Le voyage de la Sagesse", qui sera terminé dans quelques semaines et sera publiée l'année prochaine. Je vous invite tous à contempler ce travail quand il est formé. Toutefois, ils donnent aussi d'excellents conseils. Prenez le texte de la quatrième sceau, effacer les réponses et créer un personnage. Désormais, laissez votre esprit créer les aventures les plus fantastiques. Je peux être là. Peut pas être. Toutefois, aucun doute, je vais acheter votre livre, si je vois jamais dans l'un des rayons de ma librairie habituelle.
Le cinquième, "Calme et romantique, un mariage parfait!" Est un texte poétique de voir que non seulement les poèmes et testos pas romantique. J'aime ces deux fronts, ce sont eux qui m'a lancée dans la poésie. Je n'ai pas peur d'écrire une passion. Cependant autour de reprendre la parole sur le sceau de troisième, je n'ai pas de passion comme ça dans ma vraie vie. Je suis le genre de poète qui est le meilleur avec l'abstraction que de la réalité.
"Honor, un acte qui glorifie" le sixième sceau de la série, est un hommage, comme son nom l'indique. Il s'agit d'un de mes genres préférés de texte. Parlant des autres est quelque chose d'infiniment plus facile, du moins lorsque l'on parle ci ayant des moyens pour assister à un grand labyrinthe. Ce prix en particulier, était un couple d'amis avec lesquels je partage la joie de ma matinée. Je demande à mon cher ami Jacquelaine qui soit humain et réfléchi suffisamment à pardonner l'absence de paroles de cette mortelle pour le définir.
Maintenant, avec le texte de ce dernier appel, avec la plupart des 3 heures d'âge légal et d'être mon dernier en tant que mineur, je tiens à remercier tous ceux qui ont marché et ont construit ces jours, presque des décennies à mes côtés. Je tiens à remercier en particulier mes amis Aroi (qui a presque tué moi quelques fois, mais j'ai retrouvé beaucoup), Hárminna Thorson (qui porte mes cris et de soutenir mes lettres de désespoir), ANAIN (ma nymphe qui le guide entre les ruelles de mon esprit), Agatha Fox (qui m'a donné un soutien chaque fois que j'avais besoin et m'a donné la lumière quand je n'avais pas de problème), Adryana Ryal (qui m'a donné un vote de confiance lorsque je mettais trop de confiance en moi) et l'un d'entre Marcvs beaucoup dans le monde (ce qui m'a fait revivre impulsions vieux de mon enfance, que beaucoup de sommeil).
Je remercie tous ceux qui ont fait de moi ce que je fais avec les pages blanches de ce risque: On m'a donné un visage que je peux être fier. Dès demain, lorsque je suis en mesure de payer pour mes erreurs à tous les dogmes sociaux, toujours battra sa poitrine et dire à tous que même moi, je suis fier de les avoir dans ma vie.