quarta-feira, 6 de abril de 2011

Gato Preto

     Hoje logo apos o almoço, visitei um vlog de um grande desenhista: Ismael Alvez, um gênio sem sombra de duvidas. Ele tinha acabado de postar um vídeo fazendo a pergunta: “¿Qué soy para ti?”. Além de assistir ao vídeo, que ficou lindo, eu me pus a pensar nesta questão. O que sou para os outros? O que cada uma das pessoas que eu conheço são pra mim? Será que eu dou o devido valor a elas? Achei que então deveria aproveitar o espírito reflexivo e começar a escrever a postagem que tinha planejado pra hoje: Uma pequena homenagem a um garoto mais que fofo e lindo que hoje completa alguns aninhos (o numero eu não sei ao certo).
     Então... Eu geralmente o chamava pessoalmente de fofo, mas entre meus amigos e pra mim mesmo era “mon petit chat noir”, ou pra quem não saca de francês, meu gatinho preto. Ele entrou na minha vida de uma forma bem inusitada, sabem. Eu o conheci na net e um belo dia eu o vi na vida real, e logo marcamos de sair. Uma vez saindo a gente descobriu os quinze mil elos que existiam. Amigos em comum, conhecidos, objetivos e nossa incrível modéstia (=P).
     Ele representou uma das melhores fazes da minha vida. Onde pela primeira vez me senti realmente importante pra alguém. Ele me fez crer que existem sim pessoas capaz de verem minhas qualidades antes de alguns defeitos. Talvez no fundo nada disso seja verdade, mas eu me sentia querido, sublime e todo dia tinha um motivo pra acordar feliz.
     Eu acho que com ele também bati meu recorde de chatice e parasitismo, característica genética na minha família. Eu chegava ao incrível numero de 5 a 6 mensagens de texto diárias, falando as coisas mais idiotas e sem fundamento só por que não me contentava em vê-lo apenas uma vez por semana. E quando então marcávamos e ele não ia? Ou ainda, quando ficávamos mais de uma semana sem se ver! Eu chorava feito criança.
     Tudo bem que conhecer este garoto me fez chorar muito, me machucou muito, me fez passar por muitas coisas horríveis. O que realmente importa é que junto dele consegui as maiores alegrias da minha vida. Hoje estamos a uns 3 meses sem nos falar direito, sem sair ou se dar um abraço descente, porem se tratando da data especial que estamos, me senti na obrigação de lhe retribuir toda a alegria que um dia me deu em forma desta pequena homenagem.
      Meu gato preto, você escolheu ir, então que vá feliz. Te larguei no chão e deixei caminhar, quando na verdade meu desejo era de correr atrás de você e te ter novamente em meu braços. Peço a você que agarre cada pequena felicidade que você encontrar e a viva, e a some a outras tantas, sendo assim feliz, mesmo que não da forma que eu sonhava. Que você não tenha toda a felicidade que merece, por que qualquer um morreria se tivesse tanta felicidade. Que você ganhe toda a felicidade e alegria que seu coração poder suportar. Tenha um ótimo ano e não esqueça que me deve um sorvete, ok?

quinta-feira, 24 de março de 2011

Príncipe de Cristal

Vamos dançar, pequeno príncipe de cristal
Essa valsa muda em três por quatro
Meus olhos eu vejo nos seus cansados
E a coroa embasada brilha sublime
Seu seus passos já decorados
Tão suaves e sublimes, posso acompanhar
Ficaria eternamente vendo meu rosto no seu
Refletido em seus lábios de cristal
Mãos frias mas leves e exatas
E o olho sem pupila e distante
Talvez precise de você pra ser eu
Mas dançando com você eu sonho
E pra mim seria mais que perfeito
Valsar pra sempre com você
Principezinho de vidro
Impedindo que se quebre
Na mão de outro bailarino...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Saudades? Eu Sinto...

     Saudades? Eu sinto, e muita. Sinto saudades das manhãs de domingo em que eu levantava antes de você e tinha o prazer de te ver dormindo... Nossa, como era lindo... E então eu sorria e tinha certeza que era feliz. Te cobria, por que você sempre mexia muito na cama e acordava descoberto e arrepiado de frio, e depois ia pra cozinha. O café era um desafio. Foi difícil mudar meu café fraco e doce pra um que te agradasse, mas eu me esforcei. Na verdade, acho que encontrei foi um meio termo, em que tanto eu quanto você ficássemos felizes. Lembro que sempre ficava na duvida do que fazer com o pão: Torradas? Um misto quente poderia ser melhor... Ou então ainda algo como geléia ou queijo simplesmente... Eram coisas tão irrelevantes, mas sabia que teria o prazer de ver seu sorriso quando visse quem havia tido o trabalho de escolher tudo com carinho.
     Mesa posta, eu ia ao banheiro, lavava o rosto, escovava os dentes e ia te acordar. Talvez de todos os sacrifícios o mais difícil, pois te ver ali dormindo era de longe a coisa mais bela de meu cotidiano... Um beijo na testa, e no ouvido um sussurro dizendo “Bon dimanche, mon amour.” E então eu ouvia sua voz em um breve bocejo. Sabia que já tinha feito a minha parte, ia para mesa e não demorava você estava lá... Perguntas triviais: “Dormiu bem?” “Espero que goste.” “Vai onde hoje?” Eram perguntas tão doces de se fazer... Soavam como uma musica de um coro muito bem ensaiado... Tenho muita saudade...
     Saudades... Faz noites que não tenho estes sonho triviais de alguém apaixonado... Faz noites que não tenho sua imagem em mente antes de dormir. Há dias não vejo se quer seu rosto... Talvez reste apenas um nome em minhas orações...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Natureza dos Sonhos

     Quando eu era criança, me ensinaram a perseguir meus sonhos. Eles, como todos sabem são coisas que desejamos mais que quase tudo no mundo. Talvez a coisa mais legal deles é que todo mundo tem um, pois sonhos são as forças que nos fazem continuar andando pra frente. São como o sol, que é o grande guia dos eremitas no deserto.
     Porem sonhos são sonhos por uma única razão: Por que são difíceis de se concretizar. (Quando não hipoteticamente impossíveis.) Outro fato é que os sonhos nem sempre são materiais. Seu sonho pode ter pouco menos de um meto e oitenta, ter um nome composto e andar por ai longe de você, intangível, inalcançável... Um sonho...
    Estive concretizando um sonho a pouco tempo, um sonho que muitos tinham me dito que a mim seria impossível. Estive tão alto quanto nunca pensei que estaria no mundo imaterial dos meus desejos. Pude tanger os sonhos com uma propriedade incrível... Instantes antes de eles virarem fumaça... Eis ai outra grande propriedade dos sonhos, eles somem, viram fumaça quando mais estamos seguros de sua concretização...
     Porem, às vezes vou ao lugar onde concretizei este sonho e paro pra pensar: Será que mereci mesmo ter o concretizado? Por mim acho que a resposta é não... Não sou muito digno de realizar tal sonho... Penso que seja por isso que me sinto tão acomodado seguindo este sonho que já se fez nevoa. Sei que assim, sem merecer muito, vou ter que esperar mais um vasto período de tempo até que mais alguém possa ver em mim um sonho... E eu nesta pessoa outro... Sonhos não nasceram para serem realizados, nem para serem vividos sozinhos... Talvez a única certeza a cerca dos sonhos é que nos tendemos a acordar deles mais cedo ou mais tarde...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Reflexões na Insônia

     Noite de horas que se alongam e expandem como colossos... A saudade é como um pão que nunca acaba e somos forçados a comer. No inicio ela supre nosso espírito e nos dá animo pra seguir, apreciando mais seu paladar agridoce. Porem com o tempo o pão se torna bolorento e fétido, difícil de digerir até para os mais famintos. Eu ainda não larguei meu pão...
      Faminto? Posso até ser tido como o tal, mas não é isso que me fez ainda estar o segurando. Muitos outros, bem mais famintos que eu, já teriam o largado há muito tempo. O que me faz ainda estar aqui sofrendo e derramando lagrimas, comendo o pão bolorento da saudade, é a minha insanidade... Minha loucura... 
      “O que é certo deve ser feito”, pelo menos foi assim que me educaram. Porem nossos tutores esquecem de nos orientar que o bem vai nos trazer uma felicidade simplesmente póstuma. O certo não compensa pra quem não vive a eternidade... Sempre que fazemos o que é certo, justo, sempre que pensamos com a cabeça e com o coração, o mundo irá testar o quanto podemos agüentar fazendo assim. É um jogo bem simples: Se você agüentar até o seu velório, será recompensado. Com o que? Não sei... Pergunte ao seu Deus o que você ganha seguindo a vontade dele, ok? Algo ele te dirá, mas prefiro deixar que ele te conte...
     Logo sou levado a pensar: “O Amar compensa?” Pra mim sim, e muito. Mas e pra você, meu leitor? Já sofreu por amor? Se amar alguém, saiba que será testado incessantemente pelo mundo, até que queira desistir... Ajuda um pouco estar do lado de alguém por quem vale a pena lutar, mas e quando a pessoa está “longe”? Longe aqui pode significar muitas coisas, não é? Um continente? Duas quadras? Uma tribo diferente? Vinte anos? O quão longe está de quem você ama? Será que é ela, a pessoa amada, que está longe, ou você que se afastou? Barreiras podem ser erguidas tanto pela natureza quanto pelo homem...
     Outra coisa que você deve se perguntar se não concorda com muito do que eu escrevi até aqui, é se já amou de verdade. Será que isso que você chama, ou chamava, de amor é realmente Amor? Amor não “é fogo que arde sem se ver”, e repito, não é! Amor é algo que vai te fazer ver o mundo de uma forma poética sim, mas vai te dar o dom de odiar e querer bem ao mesmo tempo, esta é a marca do amor. Um dia vai se ver na mesma situação que eu: Olhando pra uma sombra no seu quarto e pensar que é ele, vai começar a pensar nele antes de fazer qualquer  plano pro futuro. Isso por que, por mais que você queira negar,não consegue imaginar o resto da sua vida sem aquela pessoa...
     E o sono não chega... Janela, telescópio, varanda, foto no laptop, desenhos, livro de cabeceira, leite quente, banho, varanda, cama... Parede, teto, outra parede, travesseiro... Parede, teto, outra parede, travesseiro... Parede, teto, outra parede, travesseiro... Celular!!! MENSAGEM!!! Promoção da operadora... Cama... Parede, teto, outra parede,  travesseiro... Travesseiro... Travesseiro... Falta de ar! Lua... Lua... Estrelas... Estrelas... Estrela... Você...
       Eu? Nem louco, nem insano, nem faminto... Eu sou um poeta que ama irracionalmente um garoto que não sei nem se existe mais... Estou só tentando achar meu sono nos versos dos meus textos... Achar uma saída no meu labirinto.. 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Pessoas e Pessoas

     As vezes me pego sentado naquele lugar na rua ao lado da minha casa. Aquele que só eu e você sabemos como foi importante (ou talvez só eu saiba).  Já faz um mês e três dias daquela noite linda... Eu me lembro muito bem do quanto eu pedi para que o céu desabasse sobre nossas cabeças, mas ele estava tão bonito, parte estrelado, parte róseo e encoberto por nuvens... Duvido muito que você se lembre destes detalhes...
     No mundo nascem dois tipos de pessoas. Um tipo é o meu: Os que nasceram para amar. O sonho de alguém que nasceu pra amar é achar um cara perfeito, o “seu numero. Porem os que amam ao achar uma pessoa especial simplesmente se apaixonam. Não pensa mais se a pessoa por quem esta louco é o seu numero, do seu jeito. Ela passa a achar tudo que aquela pessoa faz passável, fofo, bonito ou até mesmo toma os hábitos  daquela pessoa como  certos, por mais loucos que sejam. Se exitar se entregam e geralmente terminam abandonados, pois no fundo sabem  que nasceram para amar e amar, e morrer tentando...
     Mas ainda existe o seu grupo: Os que nasceram para ser amados. Estes são belos, ou então charmosos, e tem em cada sorriso o dom de cativar os que nasceram pra amar. Porem alguém que nasceu pra ser amado não sabe lidar com o amor, pois o desconhece. O que estas pessoas fazem é dizer não. São peritas na arte de dizer não. Alguns ainda se aproveitam dos amantes antes de o fazer. Outros tantos preferem elevar o sentimento ao extremo antes do não. Fazer sofrer é outra marca dos que nasceram pra ser amados, porem sofrer por amor é algo que os que amam estão acostumados (Ou posso dizer até que gostam, pois no seu intimo acham que o sacrifício é necessário, e isso edifica o que sentem.).
     E a mesma historia se repete incessantes vezes. O que só sabe amar ama por instinto, o amado não ama por desconhecer o sentido desse sentimento. Um ciclo infindável. Os que serão sempre amados pensam sempre é sedo pra amar de verdade. Os que amam acham que nunca é tarde, e que sempre devem tentar de novo. É um jogo do qual as peças não podem sair até que alguém mude sua estratégia.
     Mas um fato relevante deve ser tomado em conta: Uma vez que o impasse  ocorre, se o que ama desiste, nada mais irá acontecer, pois o amor provavelmente se mudaria em ódio ou coisa pior. Nestes casos as boas saídas se encontram na mão do que é amado. Ou se abre e deixa se apaixonar, ou diz não e seguem ambos como companheiros de estrada. Nem leais amigos, nem inimigos.
     Qual o fim da nossa historia? Eu não sei... Escolhas devem ser tomadas, e fui impedido de tomar boa parte delas... Gostaria só de ser feliz...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Realmente Relevante

Andando pela rua num dia chuvoso
Ou escrevendo no meu computador
Seja pensando em ótica ou em gramática
Escutando Placebo ou Beethoven
Cantando Amy Winehouse ou Edit Piaf
Não importa se danço tango ou eletrônico
Se cozinho macarrão ou brigadeiro
Se estou tomando café ou chá
Se visto preto, ou roxo, ou os dois
Se é noite ou dia de sol forte
Se é outono ou primavera
Com você aqui do meu lado
Ou estando ai sozinho em seu apartamento
Não importa realmente o mundo que estou
Não importa se quem fala é um amigo
Ou o meu cérebro maluco e alucinado
Perante todos estes fatos irrelevantes
Apenas uma verdade absoluta prevalece
E ela mora aqui dentro do meu peito bobo
E fica forte todo dia as cinco da tarde
E toda a noite quando fico te esperando ligar
Esta verdade de que tanto falo
É  a ultima coisa que te disse olhando nos olhos
Será que você se lembra o que é?