sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Palavras Que Queria Dizer


Queria te dizer algumas palavras
Que não me cabe por nestes versos
Pois tão fortes são que se quer
Com simples letras poderia as mostrar
Porem ainda me restam outras coisas
Que posso aqui te dizer plenamente

Quando acordo todos os dias
O sol não entra pela minha janela
Nem a musica de uma harpa toca
Mas acordo como se fosse assim
E o porquê é o mais obvio
Tenho uma razão para viver meus dias
E esta razão é você...

Quando vou pra faculdade
Escuto musica em todo caminho
E olho pro céu da manhã
Agora sim com o sol nos olhos
E ponho minhas musicas mais especiais
E as canto baixinho, suspirando
Como se cantasse no seu ouvido
Aqueles versos em francês...

Quando sento para uma aula
Puxo o caderno e destaco uma folha
E enquanto anoto teoremas
Tento esboçar desenhos e frases
E olhos dos mais variados
Mas sempre sobra espaço
Para escrever seu nome...

Quando sento pra almoçar
As vezes sem pensar muito
Coloco uma mão para o lado
Quando noto isso fico bobo
E as vezes tenho até que rir
“Como pude ser tão ingênuo
De esperar por ele aqui...”

Meus amigos me abraçam
Quando me vêem chorando num canto
E vêem o quanto valorizo isso tudo
Eles acham que eu deveria desistir
(Na verdade nem todos eles)
Entendo o que eles querem dizer
Queria mesmo que pudessem fazer algo
Alem de me abraçar ou consolar
Quando me vêem chorando por você...

Quando o céu pela noite abre
E magnífico revela seus diamantes
Paro e olho pra eles como anjos
E sinto um deles aqui em mim
Dentro do meu peito pulsante
Uma estrela que caiu em mim
E que sussurra seu nome toda noite
Me impedindo de dormir...

E quando lutando contra esta voz
Pelejo por necessidade de adormecer
Encontro consolo em simplesmente
Pensar em você como um anjo
Prestes a cair no sono sereno
E te beijando na testa digo
“Bonne nuit, mon ange...”

Queria te dizer algumas palavras
Que não me cabe por nestes versos
Pois tão fortes são que se quer
Com simples letras poderia as mostrar
Porem ainda pude escrever estas
O que me alivia em parte o fardo
Mais ainda a uma em especial
Que me sufoca sempre que te vejo
Que queria poder te dizer...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Fatalidade (em poucas palavras)


Eu te amo muito.
Você não me ama nada...
Que tristeza, não?
Um crime sem nenhum culpado:
A minha aterna solidão...

sábado, 13 de agosto de 2011

Abstração


Meus males confusos
Que a noite me cercam
São amantes ousados
Loucos pelo meu suor
E por me fazer chorar
Pela ausência de seu fel

Meus amores estéreis
Rondam meus sonhos
E vagam na nevoa negra
De meus dias sombrios
Procurando lábios perdidos
Para que devorem a estes
E não aos meus

Meus sonhos cansados
De tanto repousar
Agora voam dispersos
Para o chão jamais tocar
E escapar como garças
Dos realistas céticos que
Ao verem sonhos voando
Vão querer os derrubar

Meus amigos-ilhas
(Tão inferiores à meus sonhos
E tão superiores ao que tenho)
Vem e vão como brisa
São tão vivos e sonhadores
Alguns são até sonhos
Sonhadores com sonhos iguais
Sonhando em camas diferentes
Minhas doces colunas de pedra
Que me impedem de desmoronar

“Lembranças são só fantasmas que puxam nosso pé a noite, na hora de dormir. Qualquer coisa que seja diferente disso não é só uma lembrança...”
(Alastus, o Mago Negro)

sábado, 23 de julho de 2011

Dos Males da Noite Fria

O que me aterroriza são as paredes do meu quarto
Que me cercam caladas e ao mesmo tempo tão imponentes
O que me apavora é este silencio frio da madrugada
Tão denso quanto o tormento dos ruídos e gritos do dia
E nem sei se a noite me conforta mais ou me enlouquece
Pois ao menos sub o sol eu enxergo o que está à minha frente
E não tenho medo do incerto, das trevas errantes
Ainda mais temo o travesseiro que abraço como um amante
Que pôde por vezes me sufocar sem ninguém ver
Se a ele fosse dada a vida de que dispomos

A morte não é o maior temor de alguém solitário
É sim apenas um risco eminente ao qual todos estão sujeitos
O maior dos medos que circundam um solitário
É a permanência da própria solidão gelada
Desta anfitriã tão indesejada quanto odiada por nós
Deste fardo que é o excesso da falta de alguém
Deste desejo que nos faz chamar em silencio e sonhando
Qualquer anjo doce que esteja de passagem
E nos faz a ele desejar mais uma vez, dentre tantas:
- Apenas faça aquele garoto feliz...
Eu não sou tão importante...

domingo, 3 de julho de 2011

Improviso: Amoras

    Acho que talvez comer pão, ou um arroz com feijão não ajudasse muito na minha criatividade, muito menos a folha ao meu lado coma matéria de exponencial pra estudar. Estou aqui batendo a lapiseira na prancheta há horas e pela quinta vez minha mãe patê na porta do meu quarto me mandando dormir.
    Eu deveria ir comer algo que fosse mais “poético”... Sorvete sempre é bom, mas está muito frio... Chocolate quente? Não, ia ter que ir na cozinha, e não to muito afim de levantar. Nossa, o que não daria pra estar numa cafeteria agora! Um café com cobertura de chantilly seria ótimo, mas se nem chocolate estou animando a preparar, quem dirá algo tão complicado.
     A cafeteria mais próxima fica a nove quadras. O entregador até que é simpático, poderia pedir um expressos... Mesmo estando tão frio entregas não feitas de bicicleta, o que acho um absurdo. Mesmo sendo um negocio pequeno, podiam ter um pouco de zelo pelos funcionários e comprar um carro. Pedir um expresso, por mais que seja tentador, implicaria em deixar o entregador andar de bicicleta nove quadras, com cada osso do seu esqueleto se debatendo de frio... Não, é falta de compaixão demais. Melhor pegar logo a caneta e escrever algo!
      A falta de criatividade está me matando! Queria escrever um conto romântico, como já fiz tantas vezes, mas parece que o a falta de um amor acabou abatendo meu senso de romantismo. Queria ter a mesma coragem que já tive tantas vezes de escrever umas verdades e esfregar na cara das pessoas, mas não estaria escrevendo com sinceridade... Não tenho verdade nenhuma a gritar. Minha vida corre na maior serenidade, felizmente... E talvez isso seja um problema, pois escritores escrevem melhor tristes, ou nervosos, ou apaixonados...
     Depois de muitas frases apagadas, o meu cansaço já era evidente. Mesmo com todo aquele esforço continuo e incessante nada sai da minha cabeça... Parar de escrever agora não era se quer coletável, eu tinha que produzir algo. Caso contrario nem mensuro as conseqüências...  Lembrei que tinha algo pra comer! Amoras!!! Tinham algumas na geladeira, que usei pra preparar uma torta. Não são nada comparado a um expresso quente, mas algo doce deve ajudar...
      Amoras são realmente especiais... Tem um cheiro e um gosto especial, talvez pela semelhança da palavra amoras com amor... Mas ao mesmo tempo elas me parecem algo relacionado à tristeza, sabe... Não! Não algo assim como esta tristeza mais comum, que vem da solidão ou da perda. Digo à ser nostálgica, ser doce... Me lembra da minha infância até... MENTIRA?! Nem percebi e estava aqui poetizando em uma amora. Agora é só retomar tudo e começar a escrever.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Frias Manhãs de Inverno

O que eu faço todas as manhãs frias de inverno
É tentar me fazer esquecer que sonhei com você
É tentar andar sozinho na nevoa sem procurar sua mão
É tentar não olhar ao meu redor pra te encontrar
Torcendo pra que esteja atrás da nevoa fria
Escondido me preparando uma surpresa...
Mas não está...

As mesmas lagrimas que agora eu choro
E me impedem de escrever alguns versos
Congelam em minha face nas manhãs solitárias
Pequenos cristais de meus sonhos mortos
São minhas ilusões liquefeitas e salgadas
E na superfície de cada gota congelada
Os atentos podem ver os seu olhos...
Mais ninguém vê...
Ninguém se atenta...
Estou sozinho...

No quarto escuro é como se o tempo parasse
As paredes frias me olham e dizem do fracasso
Fracasso que nem este nome pode ter, se quer
Pode apenas dizer que foi mais um “não”
E eles se empilham como caveiras de mortos
Como minhas esperanças degoladas

Neste momento, meu coração está congelando
E suas pulsações fracas e lentas me mantém “vivo”
Respirando pouco pra não me cansar mais
E tentando sobreviver com outro sonho morto...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Presentes e Namorados

Este domingo vai ser um dia especial: Milhares de casais vão trocar presentes, abraços, beijos e coisas semelhantes. O dia dos namorados transformou a cidade, e com ela o meu estado de espírito. No Brasil, a hipótese é que o feriado surgiu primeiro no interior, e que comerciantes expandiram a idéia na intenção de fazer com que o comercio se aquecesse nesta época. De fato eles tiveram, e ainda têm, sucesso nesta idéia: Milhares de amantes de todas as idades correm pras lojas a fim de comprar presentes dos mais diversos. Com isso, apesar do comercio lucrar, as ruas ficam cheias, as lojas abarrotadas, as filas difíceis de suportar e os bancos “inentraveis”. Não quero com isso dizer que sou contra esta data, muito pelo contrario. Mas achei que fosse uma boa maneira de começar este texto.
O fato que me incomoda em toda esta conversa é o fato de que sinto um leve fundo de hipocrisia nisto tudo. Conheço casais que se dão presentes todos os dias, que sempre sorriem, que sempre dão as mãos pra caminhar... Outro apenas fazem isso em datas especiais como aniversários ou neste domingo. Isso me irrita muito. Não sei se meu mundo e minhas leis malucas são tão estranhas assim, mas quando falamos que uma pessoa é o nosso namorado, no fundo queremos dizer que queremos esta pessoa sempre, junto, sorrindo e abraçando. E não só ao abrir um presente comprado no dia dos namorados.
Outra coisa que estranho neste feriado é com o que se presenteia que amamos. Antigamente, em Roma, as pessoas festejavam este feriado matando animais criados com muito cuidado, e os oferecendo à deusa da fertilidade e ao deus Pan (um análogo, mas masculino). Enquanto isso nos pagamos por presentes prontos? Não temos mais que criar animais pra sacrifício, mas poderíamos ao menos nos sacrificar escrevendo uma carta a mão. Cozinhar pra quem se ama também é uma ótima pedida. Os indianos dizem que magia sai de nossas mãos quando cozinhamos. A mesma magia sai ao se confeccionar um presente simples de dia dos namorados. Dê um desenho, um texto, um quadro, cozinhe algo, toque uma musica. Rosas e chocolates tem seu valor apenas da primeira vez, depois de algumas repetições eles se tornarão pouco pra alguém que você realmente ama.
Enquanto isso, eu mais 62,2 milhões de solteiros (Censo 2010) tentam digerir o fato de que vão passar este dia sozinhos. Uns vão pro campo, outros para bares tentando achar alguém pra uma “ficadinha”, que não cura, mas anestesia temporariamente a sensação de não ter realmente um namorado com quem passar este dia. De fato nos, os solteiros, somos uma fatia expressiva da população: Temos apartamentos, dirigimos carros e fazemos comercio. Porem ainda nos falta esta coisa que é a ávida a dois.
Em meu ultimo parágrafo, deixo meus votos de feliz dia dos namorados pra quem preparou uma surpresa amorosa, divertida única e apaixonante pra pessoa que ama. Já pra nos, solteiros, fica minha dica: Ainda temos dois dias pra adotar outro solteiro em nossas vidas e tentar ser feliz. Não perca esta chance! Errar não faz mau, de um modo geral erramos muito em nossas escolhas. O importante é sempre que falarmos “Eu te amo”, recebermos outro de volta ou saber lidar com o “Eu não”. Bem, de uma maneira ou de outra, um feliz dia dos namorados, amigos!!!