sexta-feira, 16 de setembro de 2011

1º Selo - Voyage

Gritaria no carro é só o começo da festa
E quando vemos o branco que brota do azul
A água fria das manhãs de verão nos chama
Estamos de férias, ou melhor, FÉRIAS!!!
Os livros ficaram em casa, trancados
E a preocupação está apenas em chegar sedo
Pra aproveitar mais o sol e o mar
A comida é a que fazemos na hora
A casa arranjada de mais um amigo
Talvez até um apartamento pequeno
Mas cheio de amigos e risos

Aos que roncam damos travesseiradas
E o quarto cheio de colchões parece grande
Sempre tem o que chega bêbado
E ainda o que só chega amanhã
Tem o que leva uma menina pro outro quarto
Outro dia outro leva um garoto
Na verdade tudo é impagável
E cada um é um pouco mais si mesmo
Do que era na rotineira vida diária

Viajar com amigos é especialmente divertido
É único como cada por do sol no mar
É verdadeiro e intenso como a fogueira na areia
É lindo como a brisa que sopra do mar
E poético como as musicas tocadas a beira do fogo
Com um violão leve e um coro suave
De pessoas felizes e congeladas no tempo
Como se o amanhã estivesse tão distante
Que não valesse a pena se preocupar com ele
E realmente não vale...

sábado, 10 de setembro de 2011

O Único que Pode...

Você me olha com pena, como à um pedinte,
Está escrito nos seus olhos esta verdade triste
Mas eu te vejo como um anjo que caiu na minha vida
Te vejo como a luz dos meus dias cinzas
E como você se vê na minha vida?
Um amigo que apóia e alenta, que aconselha?
Já te ocorreu que pode ser bem mais que isso?
Preciso de você de verdade, não das palavras secas
Preciso de que alguém enxugue as lagrimas do meu rosto
Preciso que alguém me faça rir às vezes
Preciso de alguém pra me dizer pra seguir em frente
Preciso de alguém que me abrace sempre
Queria poder dizer que te amo sem medo
Queria te amar mais que a mim mesmo
Queria estar ao teu lado pra sempre
Queria que você notasse que é o único
Que pode mudar a minha vida...
Ame-me antes que eu não chore mais...

"A pior de todas as humilhações, a mais vil e lamentável, 
é suplicar por um amor."
(Meu bom senso.)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Palavras Que Queria Dizer


Queria te dizer algumas palavras
Que não me cabe por nestes versos
Pois tão fortes são que se quer
Com simples letras poderia as mostrar
Porem ainda me restam outras coisas
Que posso aqui te dizer plenamente

Quando acordo todos os dias
O sol não entra pela minha janela
Nem a musica de uma harpa toca
Mas acordo como se fosse assim
E o porquê é o mais obvio
Tenho uma razão para viver meus dias
E esta razão é você...

Quando vou pra faculdade
Escuto musica em todo caminho
E olho pro céu da manhã
Agora sim com o sol nos olhos
E ponho minhas musicas mais especiais
E as canto baixinho, suspirando
Como se cantasse no seu ouvido
Aqueles versos em francês...

Quando sento para uma aula
Puxo o caderno e destaco uma folha
E enquanto anoto teoremas
Tento esboçar desenhos e frases
E olhos dos mais variados
Mas sempre sobra espaço
Para escrever seu nome...

Quando sento pra almoçar
As vezes sem pensar muito
Coloco uma mão para o lado
Quando noto isso fico bobo
E as vezes tenho até que rir
“Como pude ser tão ingênuo
De esperar por ele aqui...”

Meus amigos me abraçam
Quando me vêem chorando num canto
E vêem o quanto valorizo isso tudo
Eles acham que eu deveria desistir
(Na verdade nem todos eles)
Entendo o que eles querem dizer
Queria mesmo que pudessem fazer algo
Alem de me abraçar ou consolar
Quando me vêem chorando por você...

Quando o céu pela noite abre
E magnífico revela seus diamantes
Paro e olho pra eles como anjos
E sinto um deles aqui em mim
Dentro do meu peito pulsante
Uma estrela que caiu em mim
E que sussurra seu nome toda noite
Me impedindo de dormir...

E quando lutando contra esta voz
Pelejo por necessidade de adormecer
Encontro consolo em simplesmente
Pensar em você como um anjo
Prestes a cair no sono sereno
E te beijando na testa digo
“Bonne nuit, mon ange...”

Queria te dizer algumas palavras
Que não me cabe por nestes versos
Pois tão fortes são que se quer
Com simples letras poderia as mostrar
Porem ainda pude escrever estas
O que me alivia em parte o fardo
Mais ainda a uma em especial
Que me sufoca sempre que te vejo
Que queria poder te dizer...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Fatalidade (em poucas palavras)


Eu te amo muito.
Você não me ama nada...
Que tristeza, não?
Um crime sem nenhum culpado:
A minha aterna solidão...

sábado, 13 de agosto de 2011

Abstração


Meus males confusos
Que a noite me cercam
São amantes ousados
Loucos pelo meu suor
E por me fazer chorar
Pela ausência de seu fel

Meus amores estéreis
Rondam meus sonhos
E vagam na nevoa negra
De meus dias sombrios
Procurando lábios perdidos
Para que devorem a estes
E não aos meus

Meus sonhos cansados
De tanto repousar
Agora voam dispersos
Para o chão jamais tocar
E escapar como garças
Dos realistas céticos que
Ao verem sonhos voando
Vão querer os derrubar

Meus amigos-ilhas
(Tão inferiores à meus sonhos
E tão superiores ao que tenho)
Vem e vão como brisa
São tão vivos e sonhadores
Alguns são até sonhos
Sonhadores com sonhos iguais
Sonhando em camas diferentes
Minhas doces colunas de pedra
Que me impedem de desmoronar

“Lembranças são só fantasmas que puxam nosso pé a noite, na hora de dormir. Qualquer coisa que seja diferente disso não é só uma lembrança...”
(Alastus, o Mago Negro)

sábado, 23 de julho de 2011

Dos Males da Noite Fria

O que me aterroriza são as paredes do meu quarto
Que me cercam caladas e ao mesmo tempo tão imponentes
O que me apavora é este silencio frio da madrugada
Tão denso quanto o tormento dos ruídos e gritos do dia
E nem sei se a noite me conforta mais ou me enlouquece
Pois ao menos sub o sol eu enxergo o que está à minha frente
E não tenho medo do incerto, das trevas errantes
Ainda mais temo o travesseiro que abraço como um amante
Que pôde por vezes me sufocar sem ninguém ver
Se a ele fosse dada a vida de que dispomos

A morte não é o maior temor de alguém solitário
É sim apenas um risco eminente ao qual todos estão sujeitos
O maior dos medos que circundam um solitário
É a permanência da própria solidão gelada
Desta anfitriã tão indesejada quanto odiada por nós
Deste fardo que é o excesso da falta de alguém
Deste desejo que nos faz chamar em silencio e sonhando
Qualquer anjo doce que esteja de passagem
E nos faz a ele desejar mais uma vez, dentre tantas:
- Apenas faça aquele garoto feliz...
Eu não sou tão importante...

domingo, 3 de julho de 2011

Improviso: Amoras

    Acho que talvez comer pão, ou um arroz com feijão não ajudasse muito na minha criatividade, muito menos a folha ao meu lado coma matéria de exponencial pra estudar. Estou aqui batendo a lapiseira na prancheta há horas e pela quinta vez minha mãe patê na porta do meu quarto me mandando dormir.
    Eu deveria ir comer algo que fosse mais “poético”... Sorvete sempre é bom, mas está muito frio... Chocolate quente? Não, ia ter que ir na cozinha, e não to muito afim de levantar. Nossa, o que não daria pra estar numa cafeteria agora! Um café com cobertura de chantilly seria ótimo, mas se nem chocolate estou animando a preparar, quem dirá algo tão complicado.
     A cafeteria mais próxima fica a nove quadras. O entregador até que é simpático, poderia pedir um expressos... Mesmo estando tão frio entregas não feitas de bicicleta, o que acho um absurdo. Mesmo sendo um negocio pequeno, podiam ter um pouco de zelo pelos funcionários e comprar um carro. Pedir um expresso, por mais que seja tentador, implicaria em deixar o entregador andar de bicicleta nove quadras, com cada osso do seu esqueleto se debatendo de frio... Não, é falta de compaixão demais. Melhor pegar logo a caneta e escrever algo!
      A falta de criatividade está me matando! Queria escrever um conto romântico, como já fiz tantas vezes, mas parece que o a falta de um amor acabou abatendo meu senso de romantismo. Queria ter a mesma coragem que já tive tantas vezes de escrever umas verdades e esfregar na cara das pessoas, mas não estaria escrevendo com sinceridade... Não tenho verdade nenhuma a gritar. Minha vida corre na maior serenidade, felizmente... E talvez isso seja um problema, pois escritores escrevem melhor tristes, ou nervosos, ou apaixonados...
     Depois de muitas frases apagadas, o meu cansaço já era evidente. Mesmo com todo aquele esforço continuo e incessante nada sai da minha cabeça... Parar de escrever agora não era se quer coletável, eu tinha que produzir algo. Caso contrario nem mensuro as conseqüências...  Lembrei que tinha algo pra comer! Amoras!!! Tinham algumas na geladeira, que usei pra preparar uma torta. Não são nada comparado a um expresso quente, mas algo doce deve ajudar...
      Amoras são realmente especiais... Tem um cheiro e um gosto especial, talvez pela semelhança da palavra amoras com amor... Mas ao mesmo tempo elas me parecem algo relacionado à tristeza, sabe... Não! Não algo assim como esta tristeza mais comum, que vem da solidão ou da perda. Digo à ser nostálgica, ser doce... Me lembra da minha infância até... MENTIRA?! Nem percebi e estava aqui poetizando em uma amora. Agora é só retomar tudo e começar a escrever.