domingo, 18 de setembro de 2011

3º Selo - Técnicas

     Este texto vai ser fundamentado em uma pergunta inicial, simples. Talvez muitos de vocês já tenham se feito esta pergunta em diversos momentos da vida, ou quem sabe ainda farão. Pois bem, o autor da pergunta é Diego Silva, e ela é “Como superar uma desilusão?”. Como eu não consigo deixar uma pergunta sem uma resposta mais que adequada, acredito que a melhor maneira de responder esta pergunta é explorar um pouco aqui técnicas que eu mesmo já usei e que ouvi e li em diversos lugares.
     Começarei pela mais clássica: Depressão. Sim, a depressão é uma maneira muito honrosa de superar uma desilusão. Talvez uma das únicas maneiras onde não tentamos mascarar nossos sentimentos. A tática é bem simples: Chorar muito, abusar dos doces e Escrever textos extremamente tristes. Caso não adiante muita coisa, você ainda pode beber água pra repor a perdida com as lagrimas, se matar na academia pra pagar pelos doces que comeu e juntar os textos e ganhar algum dinheiro vendendo livros pra pessoas em depressão, pois não a nada mais desejado por alguém com depressão que saber que alguém também sofre como ele. Uma vez perdi um par de esmeraldas e passei uns quatro meses de depressão. Gente, eu sobrevivi! E digo mais: Emagrece, tá meninas!
     Outra tática mor que conheço muitos usuários é a “Substituição”. Pra quem assiste Naruto, é fácil de imaginar: Tem aquilo com o que você se iludiu, né? Então, se concentra naquilo. Agora tente visualizar algo que possa por no lugar, qualquer coisa! O ultimo passo é usar seus poderes e trocar os dois! Muitos de meus amigos fazem isso com vinho porto no lugar de mulheres, outros ainda trocam mulheres por mulheres. Ouvi casos de uns ainda que trocaram mulheres por homens, mas isso é outra história. O importante é que esta técnica falha as vezes. Um amigo meu já tentou a substituição e acabou falhando. É importante se livrar dos vínculos mais fortes antes de praticar a substituição, por que do contrario todo o esforço será em vão.
     Agora vou falar de uma técnica que uso muito bem e que não sei se funciona como deveria, mas pelo menos tem dado resultados positivos. Eu a batizei de “O Ofuscar”. O principio básico consiste em segurar as pontas até achar uma nova fonte de ilusões em potencial. Então você tem que pular de peito aberto mesmo, salto triplo mortal carpado sem rede (Talvez este seja o maior motivo de eu utilizar esta técnica: Nunca uso rede.). Agora, espere mais um pouco par ver no que dá. Os resultados possíveis são dois: Ou você vai achar algo concreto e vai esquecer a ilusão anterior, ou vai se deparar com uma nova ilusão, que por ser nova será mais intensa, ofuscando a desilusão anterior. Por incrível que pareça, esta técnica pode ser muito vantajosa, pois nos deixa sempre pronto pra outra. É como o calejamento em algumas artes marciais: Uma hora não vai doer mais. Sim, isso é muito triste, mas viver em si já é triste! A dor é só uma condição momentânea que nos motiva ou a desistir ou a tentar de novo.
     Ainda quero falar de uma técnica que muitos profissionais não reconhecem: “Não Largue o Osso” (NLO). Fui apresentado recentemente a grandes usuários desta modalidade que insistem em me fazer virar um adepto. Reconheço que os argumentos são os melhores: Estabilidade, menos noites perdidas chorando, menos pessoas envolvidas... Muitas destas pessoas conseguiram sucessos memoráveis com o NLO. Mas me questiono a veracidade desta técnica, à sua moralidade, à sua valorização da individualidade e do livre arbítrio. Dizem que a maior de todas as humilhações é suplicar por um amor, e é justamente isso que NLO significa pra mim. Alem disso, caso esta técnica falhe, pode se preparar pra pular pra modalidade Depressão por tempo mais que indeterminado. Não sei se quero isso pra mim não... 
     E como podem notar, superar factualmente uma desilusão é algo que nenhuma destas técnicas consegue. Desilusões não foram feitas para serem superadas, meus amigos, e sim para serem vividas, e vividas intensamente. Elas nos ensinam a amar mais e mais as pessoas, além de prepararem o caminho pra uma felicidade inigualável que temos uma chance de ter um dia. Vivi desilusões, vivo desilusões, tenho elas como irmãs e amigas de convívio diário. Nunca seja inimigo da sua desilusão, ou ela vai te derrubar. O melhor é amar a desilusão e tomá-la como um presente, uma chance de voltar a se iludir outra vez... E como é doce o sabor de uma bela ilusão...

sábado, 17 de setembro de 2011

2º Selo - Drogas

     Este texto que escrevo hoje é uma pequena critica. Neste texto venho falar mal de drogas. Mas vale fazer uma ressalva: Talvez você não goste do que vai ler.
     Em primeiro o motivador deste texto: Maconha. Não tenho o que criticar desta droga. Tenho diversos companheiros de faculdade, estudantes brilhantes e homens sérios, que a usam sem sequer um mal. Eu não gosto, não uso se quer de maneira passiva. Não sou a favor de nenhuma droga. Neste parágrafo que devoto a este tópico, quero apenas expor minha revolta com os que tornam isso um problema bem maior do que é: Esta sociedade que sistema de punir as vítimas. Alem disso tem ainda os que se aproveitam deste sistema pra poder lucrar e construir fortuna no trafico e corrupção. Ambos imundos, ambos vitimas de si mesmos...
     Agora queria falar da droga da lucidez. Esta é a segunda pior de todas as drogas. Ela faz a gente acreditar que é “limpo” e que os outros são viciados. Os lúcidos pensam que suas alucinações de lucidez são a verdade absoluta. Mal sabem que o mundo não é um fato concreto, e sim uma abstração distorcida pela nossa mente. O mundo é um preá cada pessoa, individual, exclusivo. Os males que ela causa, alguns irremediáveis, enchem folhas: desde o ódio e o rancor, até a intolerância, passando pelo ciúme, pelo rancor, pela inveja, a cobiça... Visto dos olhos de um lunático, o mundo de um lúcido é cinza, estranho, quadrado... Uma gaiola, fria e triste.
     A ultima droga que quero criticar é mais velha que todos nós: A paixão. E este, meus caros leitores, é o depoimento de um viciado. Em todos estes anos de vicio me vi rendido a tudo que é male possível: insônia, depressão, possessividade, fúria, mágoa... Coisas que machucam pra valer. Sofri mais que doentes de câncer de pulmão, do que vitimas de derrame. Me magoei mais do que qualquer um possa afogar no fundo de um  copo de cachaça ou em uma seringa. Porem duvido que entre você haja um que nunca sofreu destes males. Pois todos somos viciados, não? Daríamos tudo pela próxima dose, nossas vidas talvez. Mataríamos por paixão se não pensássemos. A paixão nos corrompe a alma e o resto simplesmente segue por inércia. Vicia mais rápido do que qualquer uma, e talvez seja a única que para viciar basta um olhar...
     Neste mundo doentio e podre, talvez drogas ajam muitos, e entre elas estamos nós, vitimas, cobaias, viciados, traficantes... Cada um com seu papel desorganizado e nada funcional. As drogas, licitas, ilícitas ou inclassificáveis,  são só mais um destes tópicos com que não devemos nos importar.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

1º Selo - Voyage

Gritaria no carro é só o começo da festa
E quando vemos o branco que brota do azul
A água fria das manhãs de verão nos chama
Estamos de férias, ou melhor, FÉRIAS!!!
Os livros ficaram em casa, trancados
E a preocupação está apenas em chegar sedo
Pra aproveitar mais o sol e o mar
A comida é a que fazemos na hora
A casa arranjada de mais um amigo
Talvez até um apartamento pequeno
Mas cheio de amigos e risos

Aos que roncam damos travesseiradas
E o quarto cheio de colchões parece grande
Sempre tem o que chega bêbado
E ainda o que só chega amanhã
Tem o que leva uma menina pro outro quarto
Outro dia outro leva um garoto
Na verdade tudo é impagável
E cada um é um pouco mais si mesmo
Do que era na rotineira vida diária

Viajar com amigos é especialmente divertido
É único como cada por do sol no mar
É verdadeiro e intenso como a fogueira na areia
É lindo como a brisa que sopra do mar
E poético como as musicas tocadas a beira do fogo
Com um violão leve e um coro suave
De pessoas felizes e congeladas no tempo
Como se o amanhã estivesse tão distante
Que não valesse a pena se preocupar com ele
E realmente não vale...

sábado, 10 de setembro de 2011

O Único que Pode...

Você me olha com pena, como à um pedinte,
Está escrito nos seus olhos esta verdade triste
Mas eu te vejo como um anjo que caiu na minha vida
Te vejo como a luz dos meus dias cinzas
E como você se vê na minha vida?
Um amigo que apóia e alenta, que aconselha?
Já te ocorreu que pode ser bem mais que isso?
Preciso de você de verdade, não das palavras secas
Preciso de que alguém enxugue as lagrimas do meu rosto
Preciso que alguém me faça rir às vezes
Preciso de alguém pra me dizer pra seguir em frente
Preciso de alguém que me abrace sempre
Queria poder dizer que te amo sem medo
Queria te amar mais que a mim mesmo
Queria estar ao teu lado pra sempre
Queria que você notasse que é o único
Que pode mudar a minha vida...
Ame-me antes que eu não chore mais...

"A pior de todas as humilhações, a mais vil e lamentável, 
é suplicar por um amor."
(Meu bom senso.)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Palavras Que Queria Dizer


Queria te dizer algumas palavras
Que não me cabe por nestes versos
Pois tão fortes são que se quer
Com simples letras poderia as mostrar
Porem ainda me restam outras coisas
Que posso aqui te dizer plenamente

Quando acordo todos os dias
O sol não entra pela minha janela
Nem a musica de uma harpa toca
Mas acordo como se fosse assim
E o porquê é o mais obvio
Tenho uma razão para viver meus dias
E esta razão é você...

Quando vou pra faculdade
Escuto musica em todo caminho
E olho pro céu da manhã
Agora sim com o sol nos olhos
E ponho minhas musicas mais especiais
E as canto baixinho, suspirando
Como se cantasse no seu ouvido
Aqueles versos em francês...

Quando sento para uma aula
Puxo o caderno e destaco uma folha
E enquanto anoto teoremas
Tento esboçar desenhos e frases
E olhos dos mais variados
Mas sempre sobra espaço
Para escrever seu nome...

Quando sento pra almoçar
As vezes sem pensar muito
Coloco uma mão para o lado
Quando noto isso fico bobo
E as vezes tenho até que rir
“Como pude ser tão ingênuo
De esperar por ele aqui...”

Meus amigos me abraçam
Quando me vêem chorando num canto
E vêem o quanto valorizo isso tudo
Eles acham que eu deveria desistir
(Na verdade nem todos eles)
Entendo o que eles querem dizer
Queria mesmo que pudessem fazer algo
Alem de me abraçar ou consolar
Quando me vêem chorando por você...

Quando o céu pela noite abre
E magnífico revela seus diamantes
Paro e olho pra eles como anjos
E sinto um deles aqui em mim
Dentro do meu peito pulsante
Uma estrela que caiu em mim
E que sussurra seu nome toda noite
Me impedindo de dormir...

E quando lutando contra esta voz
Pelejo por necessidade de adormecer
Encontro consolo em simplesmente
Pensar em você como um anjo
Prestes a cair no sono sereno
E te beijando na testa digo
“Bonne nuit, mon ange...”

Queria te dizer algumas palavras
Que não me cabe por nestes versos
Pois tão fortes são que se quer
Com simples letras poderia as mostrar
Porem ainda pude escrever estas
O que me alivia em parte o fardo
Mais ainda a uma em especial
Que me sufoca sempre que te vejo
Que queria poder te dizer...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Fatalidade (em poucas palavras)


Eu te amo muito.
Você não me ama nada...
Que tristeza, não?
Um crime sem nenhum culpado:
A minha aterna solidão...

sábado, 13 de agosto de 2011

Abstração


Meus males confusos
Que a noite me cercam
São amantes ousados
Loucos pelo meu suor
E por me fazer chorar
Pela ausência de seu fel

Meus amores estéreis
Rondam meus sonhos
E vagam na nevoa negra
De meus dias sombrios
Procurando lábios perdidos
Para que devorem a estes
E não aos meus

Meus sonhos cansados
De tanto repousar
Agora voam dispersos
Para o chão jamais tocar
E escapar como garças
Dos realistas céticos que
Ao verem sonhos voando
Vão querer os derrubar

Meus amigos-ilhas
(Tão inferiores à meus sonhos
E tão superiores ao que tenho)
Vem e vão como brisa
São tão vivos e sonhadores
Alguns são até sonhos
Sonhadores com sonhos iguais
Sonhando em camas diferentes
Minhas doces colunas de pedra
Que me impedem de desmoronar

“Lembranças são só fantasmas que puxam nosso pé a noite, na hora de dormir. Qualquer coisa que seja diferente disso não é só uma lembrança...”
(Alastus, o Mago Negro)