quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Fatalidade (em poucas palavras)
Eu te amo muito.
Você não me ama nada...
Que tristeza, não?
Um crime sem nenhum culpado:
A minha aterna solidão...
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sábado, 13 de agosto de 2011
Abstração
Meus males confusos
Que a noite me cercam
São amantes ousados
Loucos pelo meu suor
E por me fazer chorar
Pela ausência de seu fel
Meus amores estéreis
Rondam meus sonhos
E vagam na nevoa negra
De meus dias sombrios
Procurando lábios perdidos
Para que devorem a estes
E não aos meus
Meus sonhos cansados
De tanto repousar
Agora voam dispersos
Para o chão jamais tocar
E escapar como garças
Dos realistas céticos que
Ao verem sonhos voando
Vão querer os derrubar
Meus amigos-ilhas
(Tão inferiores à meus sonhos
E tão superiores ao que tenho)
Vem e vão como brisa
São tão vivos e sonhadores
Alguns são até sonhos
Sonhadores com sonhos iguais
Sonhando em camas diferentes
Minhas doces colunas de pedra
Que me impedem de desmoronar
“Lembranças são só fantasmas que puxam nosso pé a noite, na hora de dormir. Qualquer coisa que seja diferente disso não é só uma lembrança...”
(Alastus, o Mago Negro)
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sábado, 23 de julho de 2011
Dos Males da Noite Fria
O que me aterroriza são as paredes do meu quarto
Que me cercam caladas e ao mesmo tempo tão imponentes
O que me apavora é este silencio frio da madrugada
Tão denso quanto o tormento dos ruídos e gritos do dia
E nem sei se a noite me conforta mais ou me enlouquece
Pois ao menos sub o sol eu enxergo o que está à minha frente
E não tenho medo do incerto, das trevas errantes
Ainda mais temo o travesseiro que abraço como um amante
Que pôde por vezes me sufocar sem ninguém ver
Se a ele fosse dada a vida de que dispomos
A morte não é o maior temor de alguém solitário
É sim apenas um risco eminente ao qual todos estão sujeitos
O maior dos medos que circundam um solitário
É a permanência da própria solidão gelada
Desta anfitriã tão indesejada quanto odiada por nós
Deste fardo que é o excesso da falta de alguém
Deste desejo que nos faz chamar em silencio e sonhando
Qualquer anjo doce que esteja de passagem
E nos faz a ele desejar mais uma vez, dentre tantas:
- Apenas faça aquele garoto feliz...
Que me cercam caladas e ao mesmo tempo tão imponentes
O que me apavora é este silencio frio da madrugada
Tão denso quanto o tormento dos ruídos e gritos do dia
E nem sei se a noite me conforta mais ou me enlouquece
Pois ao menos sub o sol eu enxergo o que está à minha frente
E não tenho medo do incerto, das trevas errantes
Ainda mais temo o travesseiro que abraço como um amante
Que pôde por vezes me sufocar sem ninguém ver
Se a ele fosse dada a vida de que dispomos
A morte não é o maior temor de alguém solitário
É sim apenas um risco eminente ao qual todos estão sujeitos
O maior dos medos que circundam um solitário
É a permanência da própria solidão gelada
Desta anfitriã tão indesejada quanto odiada por nós
Deste fardo que é o excesso da falta de alguém
Deste desejo que nos faz chamar em silencio e sonhando
Qualquer anjo doce que esteja de passagem
E nos faz a ele desejar mais uma vez, dentre tantas:
- Apenas faça aquele garoto feliz...
Eu não sou tão importante...
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domingo, 3 de julho de 2011
Improviso: Amoras
Acho que talvez comer pão, ou um arroz com feijão não ajudasse muito na minha criatividade, muito menos a folha ao meu lado coma matéria de exponencial pra estudar. Estou aqui batendo a lapiseira na prancheta há horas e pela quinta vez minha mãe patê na porta do meu quarto me mandando dormir.
Eu deveria ir comer algo que fosse mais “poético”... Sorvete sempre é bom, mas está muito frio... Chocolate quente? Não, ia ter que ir na cozinha, e não to muito afim de levantar. Nossa, o que não daria pra estar numa cafeteria agora! Um café com cobertura de chantilly seria ótimo, mas se nem chocolate estou animando a preparar, quem dirá algo tão complicado.
A cafeteria mais próxima fica a nove quadras. O entregador até que é simpático, poderia pedir um expressos... Mesmo estando tão frio entregas não feitas de bicicleta, o que acho um absurdo. Mesmo sendo um negocio pequeno, podiam ter um pouco de zelo pelos funcionários e comprar um carro. Pedir um expresso, por mais que seja tentador, implicaria em deixar o entregador andar de bicicleta nove quadras, com cada osso do seu esqueleto se debatendo de frio... Não, é falta de compaixão demais. Melhor pegar logo a caneta e escrever algo!
A falta de criatividade está me matando! Queria escrever um conto romântico, como já fiz tantas vezes, mas parece que o a falta de um amor acabou abatendo meu senso de romantismo. Queria ter a mesma coragem que já tive tantas vezes de escrever umas verdades e esfregar na cara das pessoas, mas não estaria escrevendo com sinceridade... Não tenho verdade nenhuma a gritar. Minha vida corre na maior serenidade, felizmente... E talvez isso seja um problema, pois escritores escrevem melhor tristes, ou nervosos, ou apaixonados...
Depois de muitas frases apagadas, o meu cansaço já era evidente. Mesmo com todo aquele esforço continuo e incessante nada sai da minha cabeça... Parar de escrever agora não era se quer coletável, eu tinha que produzir algo. Caso contrario nem mensuro as conseqüências... Lembrei que tinha algo pra comer! Amoras!!! Tinham algumas na geladeira, que usei pra preparar uma torta. Não são nada comparado a um expresso quente, mas algo doce deve ajudar...
Amoras são realmente especiais... Tem um cheiro e um gosto especial, talvez pela semelhança da palavra amoras com amor... Mas ao mesmo tempo elas me parecem algo relacionado à tristeza, sabe... Não! Não algo assim como esta tristeza mais comum, que vem da solidão ou da perda. Digo à ser nostálgica, ser doce... Me lembra da minha infância até... MENTIRA?! Nem percebi e estava aqui poetizando em uma amora. Agora é só retomar tudo e começar a escrever.
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Frias Manhãs de Inverno
O que eu faço todas as manhãs frias de inverno
É tentar me fazer esquecer que sonhei com você
É tentar andar sozinho na nevoa sem procurar sua mão
É tentar não olhar ao meu redor pra te encontrar
Torcendo pra que esteja atrás da nevoa fria
Escondido me preparando uma surpresa...
Mas não está...
As mesmas lagrimas que agora eu choro
E me impedem de escrever alguns versos
Congelam em minha face nas manhãs solitárias
Pequenos cristais de meus sonhos mortos
São minhas ilusões liquefeitas e salgadas
E na superfície de cada gota congelada
Os atentos podem ver os seu olhos...
Mais ninguém vê...
Ninguém se atenta...
Estou sozinho...
No quarto escuro é como se o tempo parasse
As paredes frias me olham e dizem do fracasso
Fracasso que nem este nome pode ter, se quer
Pode apenas dizer que foi mais um “não”
E eles se empilham como caveiras de mortos
Como minhas esperanças degoladas
Neste momento, meu coração está congelando
E suas pulsações fracas e lentas me mantém “vivo”
Respirando pouco pra não me cansar mais
E tentando sobreviver com outro sonho morto...
É tentar me fazer esquecer que sonhei com você
É tentar andar sozinho na nevoa sem procurar sua mão
É tentar não olhar ao meu redor pra te encontrar
Torcendo pra que esteja atrás da nevoa fria
Escondido me preparando uma surpresa...
Mas não está...
As mesmas lagrimas que agora eu choro
E me impedem de escrever alguns versos
Congelam em minha face nas manhãs solitárias
Pequenos cristais de meus sonhos mortos
São minhas ilusões liquefeitas e salgadas
E na superfície de cada gota congelada
Os atentos podem ver os seu olhos...
Mais ninguém vê...
Ninguém se atenta...
Estou sozinho...
No quarto escuro é como se o tempo parasse
As paredes frias me olham e dizem do fracasso
Fracasso que nem este nome pode ter, se quer
Pode apenas dizer que foi mais um “não”
E eles se empilham como caveiras de mortos
Como minhas esperanças degoladas
Neste momento, meu coração está congelando
E suas pulsações fracas e lentas me mantém “vivo”
Respirando pouco pra não me cansar mais
E tentando sobreviver com outro sonho morto...
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
Presentes e Namorados
Este domingo vai ser um dia especial: Milhares de casais vão trocar presentes, abraços, beijos e coisas semelhantes. O dia dos namorados transformou a cidade, e com ela o meu estado de espírito. No Brasil, a hipótese é que o feriado surgiu primeiro no interior, e que comerciantes expandiram a idéia na intenção de fazer com que o comercio se aquecesse nesta época. De fato eles tiveram, e ainda têm, sucesso nesta idéia: Milhares de amantes de todas as idades correm pras lojas a fim de comprar presentes dos mais diversos. Com isso, apesar do comercio lucrar, as ruas ficam cheias, as lojas abarrotadas, as filas difíceis de suportar e os bancos “inentraveis”. Não quero com isso dizer que sou contra esta data, muito pelo contrario. Mas achei que fosse uma boa maneira de começar este texto.
O fato que me incomoda em toda esta conversa é o fato de que sinto um leve fundo de hipocrisia nisto tudo. Conheço casais que se dão presentes todos os dias, que sempre sorriem, que sempre dão as mãos pra caminhar... Outro apenas fazem isso em datas especiais como aniversários ou neste domingo. Isso me irrita muito. Não sei se meu mundo e minhas leis malucas são tão estranhas assim, mas quando falamos que uma pessoa é o nosso namorado, no fundo queremos dizer que queremos esta pessoa sempre, junto, sorrindo e abraçando. E não só ao abrir um presente comprado no dia dos namorados.
Outra coisa que estranho neste feriado é com o que se presenteia que amamos. Antigamente, em Roma, as pessoas festejavam este feriado matando animais criados com muito cuidado, e os oferecendo à deusa da fertilidade e ao deus Pan (um análogo, mas masculino). Enquanto isso nos pagamos por presentes prontos? Não temos mais que criar animais pra sacrifício, mas poderíamos ao menos nos sacrificar escrevendo uma carta a mão. Cozinhar pra quem se ama também é uma ótima pedida. Os indianos dizem que magia sai de nossas mãos quando cozinhamos. A mesma magia sai ao se confeccionar um presente simples de dia dos namorados. Dê um desenho, um texto, um quadro, cozinhe algo, toque uma musica. Rosas e chocolates tem seu valor apenas da primeira vez, depois de algumas repetições eles se tornarão pouco pra alguém que você realmente ama.
Enquanto isso, eu mais 62,2 milhões de solteiros (Censo 2010) tentam digerir o fato de que vão passar este dia sozinhos. Uns vão pro campo, outros para bares tentando achar alguém pra uma “ficadinha”, que não cura, mas anestesia temporariamente a sensação de não ter realmente um namorado com quem passar este dia. De fato nos, os solteiros, somos uma fatia expressiva da população: Temos apartamentos, dirigimos carros e fazemos comercio. Porem ainda nos falta esta coisa que é a ávida a dois.
Em meu ultimo parágrafo, deixo meus votos de feliz dia dos namorados pra quem preparou uma surpresa amorosa, divertida única e apaixonante pra pessoa que ama. Já pra nos, solteiros, fica minha dica: Ainda temos dois dias pra adotar outro solteiro em nossas vidas e tentar ser feliz. Não perca esta chance! Errar não faz mau, de um modo geral erramos muito em nossas escolhas. O importante é sempre que falarmos “Eu te amo”, recebermos outro de volta ou saber lidar com o “Eu não”. Bem, de uma maneira ou de outra, um feliz dia dos namorados, amigos!!!
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terça-feira, 31 de maio de 2011
Quando o Poço Seca
Existe um velho ditado que diz: “We never know the worth of water till the well is dry.” Mesmo já sabendo disso, ainda me surpreendo com a aplicabilidade deste ditado. Não seja a primeira vez que falo com vocês sobre meus romances quase sempre fadados ao fracasso, porem hoje eu resolvi dar um toque diferente aos textos de sempre.
Eu tenho uma mania péssima de sempre gostar demais de uma pessoa. Algumas pessoas podem achar isso bom, mas imagine por um segundo se cada vez que você achasse alguém legal, você se apaixonasse por aquela pessoa e então se vivesse e respirasse ela. Lógico que estou maximizando a escala, mas isso é pra vocês começarem a perceber como as coisas funcionam comigo. Não consigo gostar pouco... Alias... Consigo sim, nos primeiros dias, mas com o tempo a coisa vai tomando proporções que eu não aprendia ainda como conter.
Mas hoje me peguei refletindo a cerca disso e cheguei a uma conclusão: Muitas vezes, quando tudo acaba, não me doe na hora. Já sofri muito por levar um não, e com o tempo eles foram se tornando indolores. Tipo quando uma pessoa é imune a veneno de cobras de tanto ser picada, sabem? Mas no dias seguinte, e depois, gradativamente vou descobrir no que perdi muito mais do que a chance de estar ao lado de alguém de quem eu gosto de verdade. Eu perdi uma esperança.
Pra alguém que leva uma vida como a minha, cheia de afazeres e dificuldades, ter esperança de algo e fundamental. É análogo a um sonho. Eu não sonho com o Nobel ou com um doutorado, por que sei que eles são coisas palpáveis que se eu me matar de tanto estudar eu vou conseguir. Agora, quando a coisas é como o amor, não da pra estudar até a morte e assim achar a pessoa perfeita que te ama tanto quanto você a ama. Você tem esperança, e pronto.
Mas parem pra ver. Puxem na memória e logo veram: O mundo de uma pessoa com esperança é muito diferente. Ele é muito mais simples, os problemas tem menos relevância, a comida é mais saborosa e a sobremesa mais doce. Pra alguém que tem no coração a esperança de acordar do lado de quem ama um dia, correr na chuva é divertido! Não é chateante, como pra maioria das pessoas. Pra estas pessoas esperançosas, a grama é a melhor cama, o sol melhor cobertor e um abraço é muito, mas muito mesmo, mais precioso que uma noite inteira de sonhos felizes. O amor em si é mais que um sonho, é mais que a esperança, é mais que tudo que eu poça ousar escrever, mesmo que citasse outros muito mais experientes. A esperança dá a ativado uma noção do que é o amor de verdade, aquele que só existe se cantado em dueto, e um dueto bem afinado...
A esperança, talvez por sorte, talvez por azar, não desaparece de uma hora pra outra. Ela vai se diluindo e retornando mundo do seu portador a velho cotidiano cinza... Não sei ao certo o por que as coisas são assim, mas poderia culpar inúmeros fatores que no fim não teriam nenhuma conexão. Desde que a caixa de Pandora foi fechada pela ultima vez, nada temos a fazer se não ter alguma esperança a qual se agarrar, e a minha atual é a de um dia voltar a ter esperança de poder dar felicidade a alguém...
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