terça-feira, 15 de junho de 2010

O Amor e a Bruma

O amor é como a bruma dos lagos pela manha
É densa e suave ao mesmo tempo
Sublimemente passa por nossas vidas
Assim como passa pelos barcos dos pescadores
A fria superfície inerte de nossas almas segue
Tão fria e inabalada como estava durante a noite
Mas mesmo assim não mais é como era antes
Pois agora quem a vislumbra pela manhã
A vê recoberta por teste lindo veludo
Pelo doce balançar das brisas do amor
Brisas frias de paixão cortantes
E da paixão vem o tremor e o ardor
(mas estes não são do amor verdadeiro e puro)
Deixemos o calor para as tardes de verão
E conservemos em nos o frio amor do inverno
Que é a água gelada em que poucos ousam mergulhar
E eu sou um notório entre estes loucos...

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Minha atual situação...

     O pior de tudo é chegar ao fim de tudo que já passou e ver tudo que você lutou pra ter está desmoronando. Cheguei finalmente onde nunca achei que iria chegar. Foi-me reservado, entre todos os prazeres que pode ter um mortal, o de ser inteligente. Me foi privado o direito de ter amigos próximos e sinceros, de desejar algo melhor do que já tenho, de conhecer mais o mundo... Cheguei ao incrível ponto de olhar porá trás e dizer: “Será que é esta droga que eu sou?!”
     Outra coisa que me frustra é chegar aonde cheguei sem ouvir nenhuma frase de sentimento de afeto real. Sabem o que é nunca ter ouvido um “Você é lindo.”?! Eu realmente não sou pra mim, mas restava-me a esperança de ser a alguém. Jamais ouvi um “Eu te amo.”. Muito menos um “O que seria de mim sem você.”. Nossa, me bastaria um simples agradecimento despropositado e sem motivo. Mas nem isso...
     Na verdade quanto ao amor já ate absorvi a idéia. Parece que a mim foi reservado o talento de amar somente, sem nunca ser amado. Periodicamente me apaixono por alguém, fantasio senas românticas para contos, escrevo centenas de poemas... Uma hora eu me abro e tudo termina. Sempre choro as mesmas lágrimas geladíssimas, sempre demoro os mesmos meses pra me desiludir do amor. Minha alma fria já mecanizou este processo que nunca dá certo.
     Hoje só me resta ficar aqui digitando palavras na esperança que alguém que realmente se importe comigo as leia, mas seu que isso não irá ocorrer. E o fato é que eu escrevo muito melhor assim, palavras tristes e borradas por lagrimas. Mesmo que tivesse felicidades inimagináveis, estas não são fluidas o suficiente pra escorrer por meus dedos e fazer versos numa folha de papel. Resta-me passar mais muitas noites escrevendo a respeito da solidão... Do não amor... Do triste fim de minha vida gélida...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mais uma de minhas tolas metáforas...

       Toda vez que vejo um alguém que amo e como se fizesse um vaso de argila. Primeiro disforme e mole, e pouco a pouco eu vou o dando forma. Mas por hora não deixa de ser um vaso mole que ainda aliso e trato a fim de o dar formas belas e sublimes.  Chega uma hora que não posso mais moldar tal vaso. Esta hora é quando chega a paixão. Ai nada mais me resta a modelar. O fogo vem e erigisse a argila assim como estiver, mesmo que ainda torta e pouco pensada. Esta feito, tenho um vaso agora. Mas tal vaso assim mal modelado deve ser escondido  numa estante bem isolada, para que ninguém o note.
    Mas assim como todo artista não posso abandonar tal criação. Quanto mais o tempo passa, mas irresistível se torna dar uma pequena mão de pintura no ornamento. Primeiro um tom lilás discreto. Por que não por um vermelho. Roxo junto! Põem uma flor aqui! Um bordado dourado... Quando me vejo, estou me deparando com uma obra mais complexa do que imaginava. Estava ali já uma peça pronta pra ir à exposição.
Esta é a pior parte, onde descobrimos que nada somos. Olhamos as outras obras que já foram rejeitadas, todos os cacos de vasos largados no chão do ateliê. Não, não vale a pena fazer mais um entulho desses me expor ao ridículo de novo. Mas não é um entulho. Eu gastei um tempo bordando este vaso. Eu quero que ele seja do mundo, e o mundo o julgue como quiser! E num lapso de coragem, mesmo que for catálogos ou por jornais, eu esperançoso lanço aos olhos dos interessados este vaso.
     Logo vem a noticia da aceitação. Nada, mais uma vez falhei. Não sou bom em fazer vasos... Ninguém tem nada por meus pobres vasos, nem um sentimento se quer. Eles não são capazes de causar sensação nenhuma. Este foi só mais um vaso entre tantos que já pintei.
      Ma vejo mais uma vez como o artista fracassado que sou e sempre fui: sentado no chão de minha casa, admirando meu belo vaso quebrado. Fico tentando reencaixá-lo, colá-lo com minhas lagrimas... Tudo em vão... Fico assim, sabia? Ainda vou ficar tentando achar um encaixe pra esta historia toda por um tempo... Vou parar horas de minhas noites sem sono pra analisar meus erros nesta obra. E talvez ate tente remontá-la a partir destes cacos. Mas uma coisa é sertã: Vou demorar ate moldar um vaso com uma pintura tão bela e formas tão puras quanto foram as deste ultimo.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Desistir de amar

Sabe o que mais me intriga nesta historia toda?
Não, de forma alguma é você ou seu jeito de ser
Seu ser alegre só tem re tornado mais e mais feliz
O que me deixa de cabeça ardendo e olhos em lagrimas
Nada mais é que a minha deficiência em ser amado
Será que é algo tão difícil assim achar
Alguém que apesar dos meus defeitos possa me amar?
Ou será que é a sorte que insiste em me mostrar
Caminhos tortos que só me confundem mais
E a cada prova de amor que passo
Descubro que sou um eterno amante descontente
Cujo coração volátil se apaixona por qualquer um
E nunca acha um porto seguro

Juras de amor já fiz a tantos quanto quis
Já chorei impetuosas noites corridas por amor
Já dei febre de queimar s orbitas molhadas
Já me peguei encharcando meu velho travesseiro
Mas tudo pra que? Pra nunca encontrar um amor
Não, não falo de um amor meu não!
Falo de um amor que me ame, que me entenda
E a cada prova que faço, cada vez que me rasgo
Dilacero mais meu coração velho e fadigado
Quando achar um amor que me ame
Se é que um dia encontrarei um assim
Não terei mais amor pra lhe oferecer
Ou, com sorte, ainda terei sim um amor fraco e frio
O máximo que poderia oferecer o meu coração
Pois já estaria aos remendos depois de tantas provas
E já não mais em mim se encontrara fé
De tentar continuar a jornada que o amor pede
Me tornaria frio e odiado talvez pelo único que me ama
E em fim seria abandonado...
Jogado as traças por ser incapaz de corresponder
Um amor por mais fraco que ele seja

Não, não posso perder minha fé em mim
Não posso desistir de um dia ser amado por alguém
Mas nestas horas gélidas onde lagrimas me correm
É muito difícil olhar pra frente e seguir
E impossível continuar sozinho
Preciso o quanto antes de um apoio pra prosseguir
Mas pra minha agonia final vem o triste fado:
O único apoio do coração é um amor correspondido
E é justamente pra chegar ate ele que estou pedindo ajuda...

domingo, 30 de maio de 2010

A Justa Resposta

Realmente não gosto deste jogo
Indiretas curvas e sorrateiras
E meias verdades que não dizem nada
Mas foram incontáveis as vezes
Te chamei pra sairmos e conversarmos
Mas seu rosto me intimida
E minhas tantas verdades,
Que me sobram nos desenhos,
Que me sobram nos versos,
Nesta hora me faltam à língua
Mas são verdades que me martirizavam
Que me dilaceravam
E com elas guardadas em mim
Via meus pilares ruirem lentamente
Sei que quer o fim deste jogo
Mas olhando em seus olhos não posso finda-lo
Está acima de meus limites por hora
Quero apenas te pedir que se as quer
Apareça pra mim e as peça
Peça, que com um pedido seu
Minha própria timidez não me permitira negá-las
Agora, quanto a sua resposta
Não me preocupo com ela
Pois os que fazem esta pergunta
Que achas que quero fazer
Sem nenhuma duvida no peito
Não dão a mínima pra resposta
Só que acho que não é bem esta a pergunta
Porem não a enunciarei por hora
Esperarei que peças a verdade
Eu a direi, em sua honra
Não nego verdades, muito menos a ti
A pessoa que mais as merece no mundo...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Marcela

      Existe uma garota que sempre foi muito mais do que era pra ser. Não sei nem se ela mesma tem consciência disso, mas ela não se contenta de ser a Marcela que todos esperam que seja. Ela quer ser bem mais que isso: Quer ser a Marcela que ela quer ser. Parece antagônico, ou ate pleonástico, não é?! Mas é bem assim. Ser o que no fundo queremos ser é o jeito mais pratico de ser feliz. Felizmente esta garota descobriu isso sedo.

     Quantas vezes já vi a Marcela no palco! Quantas outras já não estive lá com ela. Sempre me surpreendo com a convicção de seus movimentos marcados. Sempre me deixo cativar com a facilidade com que sorri tão singelamente, com que derrama lagrimas, com que agoniza, com que manifesta emoções tão contrastantes. Certas vezes a vemos passar do serio ao sarcástico e do sarcástico ao louco em apenas alguns segundos, com um rebolado que são poucos os astros que podem almejar fazer.
     Mas sabe o que diferencia esta garota das outras tantas Marcelas do mundo: Talento. Quando uma pessoa nasce com esta dádiva, nada a segura! E no caso da nossa Marcela, não é um talento só, são vários! Nossa, quão talentosa é debaixo dos refletores. E quão mais talentosa é em nos brindar com sua amizade. Ou ainda mais, quem nunca se aproveitou de outro de seus talentos: Dar abraços tão poderosos que podem ressuscitar o animo de qualquer um.
     Mas sabe o que é mais lindo em admirar esta marcela? E o fato de mesmo sendo inegavelmente uma estrala, ela tem olhos de humana. Olhos de humana, com reflexos de estrelas brancas contra o firmamento. É sinal de que por mais que estejas tão auto que não possamos te tocar, apenas admirar, ainda tem estrelas maiores em vista, constelações novas pra explorar. Assim, esta estrela aprende cada dia uma maneira de brilhar. Se um dia estiver tão longe quanto queira, e estará, talvez aprenda ate o jeito de brilhar do Sol, e se torne tão infinitamente importante em nossas vidas quanto quiser e almejar.
     Que nunca deixe de emanar sua luz para aqueles que te amam, pois eles nunca deixaram de admirar seu brilho.

Um abraço e os votos de felicidades de seu amigo Alastus...

domingo, 16 de maio de 2010

Song of Storms

       Olá amigos que lêem o meu blog!!! Estou postando pra vocês hoje algo um pouco diferente. Dizem que quanto mais maneiras uma pessoa conhecer de se expressar, menos frustrada ela é. Bem eu conheço varias, e ai vai uma delas. Este é um arranjo criado por mim pra musica "Song of Storms", do jogo "The Legend of Zelda: Ocarina of Time". O som não está lá muito bom, mas acho que vocês vão gostar!!!


Um abraço do seu amigo poeta!!! 
Alastus Dark Wizard